VALENTINA ROSS
O Le Bernardin parecia muito convidativo. A mesa que Domênico havia reservado para nós ficava em um canto discreto do salão. O clima era de pura euforia.
— Um brinde! — Ares anunciou, erguendo a sua taça. — À justiça e aos cirurgiões desajeitados!
Eu tampei o rosto com a mão, rindo, enquanto Rubi dava um beliscão no braço dele, tentando repreendê-lo, embora ela mesma estivesse segurando o riso. Domênico ergueu a sua taça e tocou na minha.
— À nossa Tina — Domênico corrigiu. — A mulher mais valente que eu conheço.
Nós brindamos. O sabor do champanhe era doce, fresco e tinha o gosto exato da vitória.
Passamos a tarde inteira ali. Comemos lagosta, experimentamos pratos que eu nem sabia pronunciar o nome e demos risadas de doer a barriga.
A minha mãe foi a primeira a se despedir. Quando o relógio marcou um pouco depois das quatro da tarde, o motorista avisou que estava pronto para levá-la de volta para o interior. Abracei a minha mãe com força na saída do restaurante. Dessa vez, não havia lágrimas de tristeza ou preocupação nos olhos dela. Ela estava radiante, deu um beijo no meu rosto e um abraço em Domênico antes de entrar no carro.
Nós voltamos para a mesa e a conversa fluiu acompanhada de mais algumas taças de vinho. O tempo passou voando. Quando o fim da tarde começou a pintar o céu tons de laranja e roxo, o relógio já marcava seis horas.
Rubi olhou para a tela do celular e suspirou, encostando a cabeça no ombro de Ares.
— Bom, a festa está maravilhosa, mas a Cinderela aqui precisa voltar para a realidade — Rubi brincou, pegando a bolsa. — A babá me mandou mensagem.
— É, nós já vamos — Ares concordou, levantando e puxando a cadeira para Rubi passar. Ele olhou para Domênico. — Romeu, tente não fazer muitos esforços físicos essa noite, se é que me entende.
Domênico revirou os olhos.
— Vá cuidar dos seus filhos, Ares. E obrigado. Por tudo.
Ares deu um aperto de mão, e Rubi me deu um último abraço, sussurrando que me amava e que estava orgulhosa de mim.
Quando eles foram embora, Domênico e eu ficamos sozinhos na calçada em frente ao restaurante. A brisa fria do início da noite bateu no meu rosto, e eu fechei os olhos, apreciando a sensação.
Domênico passou o braço pela minha cintura, puxando as minhas costas contra o peito dele.
— O que acha de irmos para a cobertura agora? — ele perguntou, roçando os lábios no meu pescoço, causando um arrepio delicioso.
Eu virei um pouco o rosto para olhá-lo e não consegui resistir à vontade de provocá-lo.
— Para a sua cobertura? — pisquei, fingindo inocência e me desvencilhei do abraço dele com um sorriso sapeca. — Mas Domênico... hoje ainda não é o fim de semana. E namorados que moram em casas separadas devem ter dias marcados para se ver.
Domênico soltou um suspiro cansado e fechou os olhos, a paciência dele sendo testada com a minha brincadeira.
— Tina...


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!