DOMÊNICO BANE
Cheguei ao evento de gala da Beckett Industries quase duas horas depois do horário marcado. Se eu entrasse pelo tapete vermelho iluminado junto com os convidados pontuais, a notícia de que o meu voo para Milão era uma grande farsa chegaria aos ouvidos de Valentina antes que eu pudesse dar o bote. E eu queria o elemento surpresa.
Rubi aparentemente já havia ido para casa com o marido. Os meus olhos rastrearam o ambiente luxuoso, até encontrarem exatamente o que eu procurava.
E lá estava ela.
Valentina Ross estava belíssima, sorrindo para executivos e circulando pelo salão.
Fiquei observando enquanto ela dispensava educadamente os últimos convidados da sua roda de conversa e caminhava em direção às sacadas.
A chance perfeita de abordá-la havia acabado de cair no meu colo.
Deixei o meu copo de uísque em uma bandeja qualquer pelo caminho e a segui. Atravessei as portas logo atrás dela e fechei, isolando-nos completamente do som da música e das centenas de pessoas lá dentro.
Dei alguns passos à frente e inclinei o rosto para sussurrar no seu ouvido:
— Senti sua falta, Valentina.
O corpo dela enrijeceu instantaneamente. O sobressalto foi tão grande que um pouco do champanhe derramou da taça que ela segurava. Valentina virou-se de supetão, com os olhos arregalados em puro choque.
— Domênico? — a voz dela vacilou, apenas um pouco. — O que você está fazendo aqui? A Rubi me disse que você havia viajado para Milão.
— E perder a chance de ver você nesse vestido? — Dei um sorriso de canto, saboreando o nervosismo dela, e dei mais um passo em sua direção. — Eu jamais faria isso. Havia negócios muito mais urgentes e inacabados aqui em Nova York.
— Engraçado... eu lembro de cada detalhe — sussurrei, observando a pele do pescoço dela se arrepiar por inteiro. — Lembro de como você implorou para eu não parar. Lembro de como as suas unhas rasgaram as minhas costas e o meu peito, me marcando como se eu fosse sua propriedade. Lembro perfeitamente do jeito que o seu corpo apertava o meu quando você gozou gritando o meu nome. Você não parecia achar que era "só sexo, sem importância" quando as suas pernas estavam firmemente trançadas na minha cintura.
As bochechas de Valentina queimaram de vergonha. Ela tentou colocar a mão livre no meu peito para me empurrar, mas não aplicou força alguma. No entanto, o simples toque dos dedos dela me incendiou.
Levei a minha mão até o rosto dela. Ela prendeu a respiração, cerrando os dentes, mas não recuou.
O peito dela subia e descia rapidamente, denunciando o ritmo frenético do seu coração e a agitação da sua luxúria.
— Olhe para você. Eu mal te toquei e o seu corpo já está tremendo por mim. A sua respiração está uma bagunça. Você diz que quer fugir... mas a verdade é que o seu corpo sabe exatamente onde quer estar.
A caçada tinha sido exaustiva, mas finalmente ter aquela mulher rendida e encurralada contra mim, provava que a espera tinha valido a pena. E eu estava prestes a cobrar cada segundo que ela me fez esperar.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!