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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 18

ARES BECKETT

O uísque desceu queimando pela minha garganta, um calor satisfatório que combinava com o meu humor. Eu estava na sala de estar, com as luzes baixas, girando o copo de cristal na mão e encarando a porta de entrada.

Já passava das oito da noite. Rubi não tinha para onde ir. Ela podia espernear, gritar e tentar brincar de modelo, mas no final do dia, ela sabia quem mandava. O contrato que fiz com o pai dela era a coleira perfeita.

Ouvi o barulho da chave na fechadura. Sorri. Aí está ela. Provavelmente viria com os olhos inchados de chorar, pronta para pedir desculpas e implorar para que eu não destruísse a pouca reputação que a família dela ainda tinha.

A porta se abriu e Rubi entrou.

Mas não havia lágrimas, nem ombros caídos.

Ela entrou e o rosto dela exibia uma expressão que eu não consegui decifrar de imediato. Era... divertimento?

— Boa noite, marido — ela disse, jogando a bolsa no sofá com descaso. — Esperando por mim?

— Sempre, querida. — Levantei-me, caminhando até ela com a confiança de quem tem todas as cartas na manga. — Veio me dizer que desistiu daquela ideia ridícula de trabalhar para o Bane? Ou veio pedir para eu não processar seus pais?

Rubi soltou uma risada curta e balançou a cabeça, como se eu tivesse contado uma piada.

— Na verdade, vim te entregar um presente. — Ela tirou papéis da bolsa e jogou no meu peito.

Peguei o documento. Era uma cópia do contrato de casamento e do acordo de dívidas que fiz com os pais dela.

— O que é isso? — perguntei, franzindo a testa. — Eu conheço esse contrato. Eu o escrevi.

— Então você deve ter esquecido de revisar a gramática, Ares. Leia a cláusula 15 de novo. Com atenção.

Revirei os olhos. Que perda de tempo.

— "Ares Beckett detém exclusividade sobre a exploração de imagem de qualquer portador do sobrenome Montenegro..." — li em voz alta, parando para olhá-la com escárnio. — E então? Você é filha deles. Entendeu que é uma Montenegro e me deve obediência não é? Fim de papo.

— Tente. — Ela sussurrou. — O advogado tem o original. E se você encostar um dedo em mim de forma agressiva, a cláusula de agressão do contrato anula tudo e me dá metade da sua fortuna. Duvido que meus pais exigiram essa cláusula para me proteger, acho que eles desejam que você me machuque para ficar com o seu dinheiro. Vai arriscar, Ares?

Ficamos nos encarando por segundos intermináveis. Eu queria esmagá-la. Eu queria beijá-la. Eu queria que ela voltasse a ser a gorda assustada que tremia com a minha voz.

Rubi sorriu e se abaixou para passar por baixo do meu braço.

— Vou dormir. Amanhã tenho fotos. Tente não fazer barulho quando tiver seu ataque de pelanca.

Ela subiu as escadas, rebolando, sabendo que eu estava olhando.

Assim que ela sumiu no corredor, soltei um grito de frustração e arremessei o copo de uísque contra a parede.

— Maldita Rubi! — Tudo bem, tenho muitos meios de mostrar o poder que tenho sobre você. Principalmente financeiros. — Me aguarde. Em breve você vai descobrir o erro que é ter um Beckett contra você.

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