ARES BECKETT
A reunião com os acionistas estava um tédio mortal, até que meu celular vibrou sobre a mesa. Era uma notificação de um site de fofocas.
"BOMBA: A misteriosa e deslumbrante esposa de Ares Beckett é vista entrando na sede da Bane Fashion. Traição conjugal ou corporativa?"
Abaixo da manchete, havia uma foto de Rubi, linda em um macacão branco, sorrindo para a recepcionista do meu inimigo.
Senti o sangue ferver nas minhas veias. Joguei o celular contra a parede, estilhaçando a tela e fazendo todos na sala de reuniões pularem de susto. Aquele maldito Bane, com certeza foi ele quem fez essa notícia sair!
— A reunião acabou! — berrei. — Saiam todos!
Peguei as chaves do carro e saí da empresa como um furacão. Rubi não tinha o direito. Ela era minha esposa. Minha propriedade. Como ela ousava entrar no covil de Domênico Bane?
Dirigi até a Bane Fashion desrespeitando todas as leis de trânsito. Cheguei lá cantando pneu e o segurança tentou me barrar na entrada.
— O Sr. Bane não está recebendo...
— Sai da frente ou eu compro esse prédio e te demito em cinco minutos! — empurrei a catraca e marchei para os elevadores.
Ninguém teve coragem de me impedir. Subi direto para a cobertura.
Quando as portas se abriram, a cena que vi fez meu estômago revirar. Domênico e Rubi estavam rindo. Ele estava segurando a mão dela, comemorando algo.
— Que cena comovente! — anunciei minha chegada em alto e bom som.
O sorriso de Rubi desapareceu, substituído por aquela expressão fria que ela aprendeu a usar recentemente. Domênico, por outro lado, apenas aumentou o sorriso, como se esperasse por mim. Óbvio que ele esperava. Aquele fotógrafo era gente dele, sem sombra de dúvidas.
— Ares! — Domênico abriu os braços. — Veio parabenizar a nova cara da Bane Fashion?
— Você assinou com ele? — Caminhei até Rubi, ignorando o bastardo. — Você perdeu o juízo, Rubi? Você é uma Beckett!
— Eu sou uma Montenegro — ela respondeu, sem pestanejar. — E assinei, sim. É o melhor contrato da minha vida.
Soltei uma risada de descrença.
— Você acha que eu tenho medo de um pedaço de papel, Ares? Você pagou as dívidas do meu pai, parabéns. Mas o dinheiro que vou ganhar aqui paga essa dívida três vezes. Vou contratar os melhores advogados da cidade e anular cada linha abusiva desse contrato maldito.
— A única coisa que você vai fazer é voltar para casa comigo. — ordenei, segurando o braço dela.
— Solte-a — Domênico advertiu.
Rubi puxou o braço com força, se soltando.
— Eu não vou voltar com você. E se tentar me forçar, vou à imprensa e conto tudo. Conto como o grande Ares Beckett trata a esposa. Conto sobre as humilhações, a crueldade e como você me chamava de "baleia" enquanto eu dormia no quarto de hóspedes. Quer pagar para ver quem tem mais a perder?
Fiquei em silêncio. O escândalo seria colossal.
— Aproveite seus quinze minutos de fama, Rubi — cuspi as palavras, ajeitando meu paletó. — Mas lembre-se: você ainda é casada comigo. Vamos ver quais advogados farão um trabalho melhor, os meus ou os seus.
Ela podia ter ficado mais bonita, mas cometeu o erro fatal de me desafiar. Eu vou destruir Domênico Bane e trazer Rubi de volta para o lugar dela: debaixo do meu sapato.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!