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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 1

JOSHUA MICHAEL

DOIS ANOS DEPOIS...

É impressionante como o tempo possui a capacidade quase mágica de curar feridas que, em um determinado momento, pareciam letais. Quando arrumei as minhas malas e deixei Nova York para trás, eu acreditava que a minha vida amorosa havia acabado naquele altar.

Mas descobri que meu final trágico, na verdade, era apenas o começo de uma história muito melhor.

O Hospital Memorial me acolheu de braços abertos. Porém, o que realmente me salvou foi a vizinha do apartamento setenta e dois.

Maya entrou na minha vida com seu jeito atrapalhado e cheio de vida. No começo, ela era apenas a enfermeira que ficava vermelha sempre que cruzava comigo nos corredores. Depois, virou a vizinha que "acidentalmente" fazia comida a mais e batia na minha porta para dividir. Aos poucos, a presença alegre, a risada fácil e a luz natural que ela irradiava foram derretendo os muros de gelo que eu havia construído ao meu redor.

E, quando me dei conta, já estava completamente apaixonado por ela.

Nós estávamos largados no sofá da minha sala, que agora era a "nossa" sala, já que ela havia se mudado definitivamente para o meu apartamento há seis meses.

Maya estava deitada entre as minhas pernas, com as costas apoiadas no meu peito, vestindo um pijama excessivamente largo que na realidade era meu. O cabelo dela estava preso em um coque desarrumado, e os olhos estavam fixos na televisão.

Ela segurava um saco gigante de batatas, mergulhando de vez em quando a mão para pegar um punhado e mastigar com a maior satisfação do mundo.

Passei o braço ao redor da cintura dela, puxando-a um pouco mais para perto, e apoiei o queixo no seu ombro, observando-a comer.

— Eu ainda não consigo entender a mágica por trás disso — comentei, apertando a barriga lisa dela por cima do pijama.

Maya parou de mastigar por um segundo e virou o rosto para me olhar, com uma sobrancelha erguida e farelos no canto da boca.

— Da mágica por trás do quê?

— Da sua anatomia — respondi, deslizando a mão para a coxa dela. — Como é que você pode se alimentar quase exclusivamente das maiores besteiras que a indústria alimentícia já inventou, não fazer academia, e ainda assim continuar sendo a mulher mais gostosa que eu já vi na vida? Deveria ser impossível.

Maya deu uma risada deliciosa, jogando a cabeça para trás e encostando no meu ombro. Ela limpou o canto da boca com as costas da mão livre e deu de ombros, com uma expressão de arrogância.

— Não tem como explicar a perfeição, Josh — ela brincou, balançando um salgadinho na minha direção antes de colocá-lo na boca. — O que eu tenho não vem de dieta ou de academia. É tudo beleza natural. Original de fábrica. A genética foi muito generosa comigo, sinto muito se você tem inveja.

Eu ri junto com ela, balançando a cabeça diante do seu excesso de confiança adorável.

— Inveja eu não tenho. Eu tenho é muita sorte — murmurei, beijando o pescoço dela de forma demorada, sentindo-a se arrepiar sob o meu toque.

Nós voltamos a atenção para a televisão. Estava passando um daqueles programas de entretenimento e fofocas que a Maya adorava assistir para se distrair.

De repente, a música de fundo do programa mudou para um tom mais pomposo, e a apresentadora apareceu na tela com um sorriso brilhante.

"E o evento mais aguardado do ano finalmente vai acontecer neste fim de semana!" a apresentadora anunciou com entusiasmo. "O CEO da Bane Fashion, Domênico Bane, subirá ao altar com a belíssima executiva Valentina Ross. O casal, que assumiu o romance em meio a polêmicas há dois anos, promete uma cerimônia super exclusiva nos Hamptons."

A tela da televisão foi preenchida por uma montagem de fotos e vídeos curtos. Imagens de Domênico de terno, segurando a mão de Valentina em eventos de gala. Imagens dela sorrindo para as câmeras. Ela estava radiante.

Senti o corpo de Maya ficar tenso contra o meu no mesmo instante. Mas o meu coração não acelerou. O meu estômago não revirou. Não havia nenhum traço de ressentimento, amargura ou dor dentro de mim.

Peguei sua mão esquerda, onde um anel de noivado reluzia. Eu havia feito o pedido há dois meses, no telhado do nosso prédio, sob um céu estrelado. E ela havia dito sim antes mesmo de eu terminar a frase.

— Você tem todo o direito do mundo — concordei, me inclinando para beijar o pescoço dela, ouvindo sua respiração acelerar. — Todo o meu tempo livre é seu.

Levantei o rosto novamente, perdendo-me na imensidão daqueles olhos que eram o meu mundo inteiro.

— Eu te amo, Josh.

— Eu te amo mais.

— Não, não. Impossível. Eu te amo muito mais.

— Mentira. E amo mais. Fui eu quem te pediu em casamento primeiro.

— Isso não vale. Eu repito: eu amo mais.

— Não, eu que...

Antes que eu pudesse continuar retrucando, ela decidiu que a melhor forma de vencer a discussão era me silenciando.

Correspondi imediatamente, abrindo os lábios para ela e a senti suspirando contra a minha boca. Era ali, naqueles braços e no meio das nossas discussões bobas, que eu sabia que havia encontrado minha alma gêmea.

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