Savana sorriu, apertando-lhe a mão com firmeza.
— Obrigada, minha querida. Essa causa é muito especial pra mim. — disse, com emoção discreta. — A leucemia levou a neta de uma grande amiga há três anos. Foi por ela que comecei esse projeto. Nenhuma criança deveria morrer tão cedo.
Ísis ficou em silêncio por um instante. O ar pareceu rarefeito. Ela engoliu a emoção antes que transbordasse e respondeu com a voz baixa.
— Eu entendo mais do que a senhora imagina. — disse, com ternura. — Eu também perdi alguém… meu marido. Ele tinha leucemia. Quando descobrimos a doença, não saí do lado dele um minuto. Ver algo assim me toca profundamente. É lindo o que a senhora está fazendo.
Savana levou a mão ao peito, emocionada.
— Oh, minha querida… sinto muito. — disse, tocando o braço de Ísis com delicadeza. — Seu olhar diz tudo. O amor que continua mesmo depois da perda.
Leonardo observava em silêncio, admirado com a sinceridade inesperada. Naquele instante, Ísis não estava interpretando.
Estava lembrando.
A anfitriã sorriu, enxugando discretamente uma lágrima.
— Que força linda, Eva. — disse, com doçura. — O mundo precisa de mulheres assim.
Leonardo perguntou com gentileza.
— E o seu filho? Não estou vendo por aqui.
Savana sorriu, ajeitando a taça nas mãos.
— Alex está em uma viagem a trabalho — respondeu com serenidade. — Fiquem à vontade, preciso cumprimentar outros convidados. Aproveitem a noite, vocês dois. E obrigada por estarem aqui — disse, deixando o casal a sós.
Leonardo virou-se para Ísis, o olhar mais suave.
— Você falou com tanta verdade… — disse ele, em voz baixa. — Fiquei sem palavras. Você interpreta muito bem.
Ísis respirou fundo, olhando em volta.
— É porque era verdade — respondeu, simplesmente. — Eu não precisei inventar nada.
— Me perdoe, eu não fazia ideia… — murmurou. — Sinto muito pelo seu marido.
Ela respirou fundo e forçou um sorrisinho.
— Tudo bem. — respondeu. — Já faz tempo. A dor muda de lugar, mas nunca desaparece. A gente só aprende a conviver com ela.
O jantar seguiu elegante, embalado por discursos comoventes sobre o projeto e o impacto que aquele hospital teria na vida de tantas crianças. Ísis se mantinha ao lado de Leonardo, atenta, mantendo o papel que lhe cabia sendo a namorada perfeita, educada, sorridente e discreta.
A orquestra começou a tocar uma música lenta, e casais se levantaram para dançar. Leonardo virou-se para ela, estendendo a mão com um leve sorriso.
— Me concede essa dança? — perguntou, a voz baixa e gentil.
Ísis levantou-se, apoiou a mão sobre a dele, e o acompanhou até o centro do salão. A melodia suave os envolveu. Leonardo conduzia com firmeza, sem tirar os olhos dela.
— Você dança muito bem — elogiou, com um sorriso sincero.
— Faço o que posso pra não pisar no seu pé — respondeu, com leve ironia.
Ele riu.
Por alguns segundos, o silêncio entre os dois foi confortável, até que Leonardo o quebrou com uma pergunta direta.
— Posso te fazer uma pergunta pessoal, Ísis?
— Depende da pergunta. — respondeu, mantendo o olhar fixo no dele.
— Uma mulher bonita, inteligente, elegante como você… — começou, medindo as palavras — não pensa em recomeçar?
Leonardo se inclinou ligeiramente para ela, num gesto educado, e tocou o braço dela.
— Você merece ser tratada com carinho, Ísis.
Ele se aproximou, prestes a beijar-lhe o rosto, mas ela colocou a mão suavemente entre eles, tocando os próprios lábios.
— A regra é clara, senhor Leonardo — disse, num tom doce, porém firme. — Sem beijos.
Ele sorriu, um pouco surpreso, mas respeitoso.
— Boa noite, Ísis.
— Boa noite.
Ela abriu a porta antes mesmo que o motorista pudesse descer. Caminhou até a entrada da kitnet. Subiu as escadas devagar, o silêncio da madrugada acompanhando cada passo.
Ao entrar em seu pequeno lar, deixou a bolsa sobre a cama, e pegou uma moldura de madeira no criado mudo. Na foto, ela e o marido sorriam, abraçados, em um dia ensolarado.
Passou o polegar sobre o rosto dele, os olhos marejados.
— Você sempre vai ser o primeiro e o único homem da minha vida. — sussurrou, com a voz embargada. — Eu te amo, meu amor.
Colocou a foto de volta no lugar, respirou fundo e sentou-se na cama. Lá fora, as luzes da cidade piscavam como se ecoassem o que ela sentia por dentro: um brilho que ainda resistia, mesmo em meio à dor.
No outro dia, Olívia despertou devagar, sentindo o corpo cansado. O sol atravessava a cortina em feixes discretos, e por um segundo ela acreditou que estava sozinha em seu quarto, até perceber a presença de alguém.
Sentado na poltrona perto da cama, com o paletó jogado no encosto e o olhar frio fixo nela, estava Liam.
— O que você está fazendo aqui? — a voz dela saiu baixa, rouca de sono e surpresa. — Você não estava viajando? Só voltaria em uma semana. Aconteceu alguma coisa?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...