O relógio marcava pouco mais de sete da noite quando o carro com Olívia estacionou diante da mansão.
Assim que ela desceu do carro, Thomas, o mordomo, já estava à porta.
— Boa noite, senhora Olívia — disse ele, abrindo a porta com elegância. — O senhor Frederico está na sala de estar.
Olívia parou por um segundo, surpresa.
— O avô do Liam está aqui? — perguntou, com um leve sobressalto.
— Sim, senhora. Ele chegou há cerca de quarenta minutos e disse que aguardaria o quanto fosse necessário.
Ela respirou fundo, disfarçando o incômodo.
— Certo. — entregou as sacolas nas mãos de Thomas. — Por favor, coloque no meu quarto.
O mordomo inclinou a cabeça em sinal de respeito, e Olívia caminhou pelo corredor. O som do salto ecoava em contraste com o silêncio quase solene da casa. O coração batia acelerado, não de medo, mas de nervoso. Frederico Holt não era apenas o patriarca da família: era um homem conhecido por intimidar qualquer um com um simples olhar.
Ao entrar na sala, ela o encontrou sentado na poltrona, perto da lareira. Era um senhor de rugas profundas no rosto, revelando um homem de presença marcante e olhar cortante. Havia algo de calculado na forma como ele a observava, como se estivesse lendo cada movimento dela.
— Boa noite, senhor Frederico — disse Olívia, com um sorriso educado, mas sincero. — Espero que não esteja há muito tempo esperando por mim. Como não sabia que viria, demorei nas compras.
Frederico levantou lentamente os olhos do celular que segurava, e seu olhar pousou direto nas mãos dela. As sobrancelhas arqueadas denunciaram a observação: sem aliança.
— Tenho todo o tempo do mundo, minha jovem — respondeu com voz firme, grave. — E espero não estar incomodando.
— Claro que não! — respondeu, tentando parecer descontraída. — O senhor é sempre bem-vindo aqui. Deseja beber alguma coisa? Um café, um chá, talvez?
Ele negou com um gesto.
— Nada, obrigado. — cruzou as mãos sobre o joelho, o olhar penetrante. — Como diz o ditado: se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha. Mandei Liam levar você à mansão, mas como ele não obedeceu, decidi vir eu mesmo.
Olívia manteve o sorriso, disfarçando o incômodo.
— Liam teve que fazer uma viagem de última hora, mudando toda nossa programação — explicou, com naturalidade. — Por isso ainda não fomos. Mas estou feliz por finalmente conhecê-lo. Ele fala muito do senhor.
— É mesmo? — perguntou o velho, curioso. — E o que exatamente ele diz?
— Que o senhor é um homem de palavra. Firme, mas justo. — respondeu ela, olhando-o nos olhos. — E que é o exemplo que ele sempre buscou seguir.
Frederico soltou um breve sorriso, quase imperceptível.
Ela respirou fundo, se recostando no sofá. Por dentro, pensava em cada palavra que poderia dizer e nas que não deveria. Mas, por algum motivo, algo nela decidiu jogar o jogo à sua maneira.
— Bem — começou, com um leve sorriso —, a empresa da minha família já participou de licitações com a de vocês, como o senhor certamente deve saber. Então, de certa forma, não somos completos estranhos.
Frederico apenas assentiu, mantendo o olhar fixo nela, sem desviar o olhar.
— E numa viagem de Liam a Dallas… — continuou, com voz suave, porém firme — Estávamos no mesmo hotel. Naquele dia chovia muito, o lugar estava lotado e, por causa de uma confusão nas reservas, acabaram trocando minha suíte e, digamos, o destino se encarregou do resto.
Frederico ergueu uma sobrancelha, intrigado.
— Continue.
— Estávamos bêbados — disse, com naturalidade surpreendente. — Adultos, inconsequentes… e a atração foi instantânea. Aquelas coisas que ninguém planeja, que é impossível de se conter. E naquela noite — ela deu uma risadinha leve — o que era pra ser um acaso virou uma lembrança impossível de apagar.
Frederico permaneceu em silêncio, observando-a com interesse.
— Com todo respeito, senhor Frederico — acrescentou ela —, o senhor sabe como é quando a paixão se mistura com a adrenalina. Duas pessoas se encontram, se provocam, e antes que percebam… já estão completamente entregues.
— Entregues — repetiu ele, com um leve sorriso. — E foi isso que aconteceu entre você e meu neto?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...