Ela agora era basicamente uma figura decorativa; Afonso passava por cima dela para falar diretamente com os projetos e a tecnologia, e quando havia novos pedidos, procurava diretamente as vendas e o pré-vendas, sem nem perguntar a opinião dela.
Exceto por Amélia, Isaías e Manuel, os veteranos que estavam firmemente ao seu lado, os outros pareciam cada vez mais distantes.
'Bip bip bip'
O carro chegou.
Kátia balançou a cabeça, expulsando os milhares de pensamentos.
Esqueça, não pense muito agora. Quando o barco chegar à ponte, ele se endireita naturalmente; um passo de cada vez.
Ela se virou para olhar para trás, mas descobriu que não era o carro que ela havia pedido.
O vidro traseiro do Rolls-Royce abaixou, e o rosto bonito de Nilton atingiu seu coração em cheio.
— Entre. — Nilton sorriu levemente para ela, com uma gentileza que carregava um toque de dominância.
Kátia fechou o guarda-chuva e sentou-se no banco de trás. Bruno, no banco da frente, foi perspicaz e ligou o carro imediatamente para evitar fofocas se alguém visse.
— Por que você saiu tão cedo hoje? — Kátia olhou sorrindo para Nilton, mas viu que a expressão dele estava um pouco feia.
Ela imediatamente ficou sem saber o que fazer.
Vendo-a assim, Nilton não teve coragem de ser severo. Suspirou e estendeu a mão para apertar a bochecha dela.
— Não veio de carro hoje?
Kátia piscou os cílios.
— É, estava estacionado no condomínio e um vizinho arranhou sem querer. Mandei para a oficina hoje de manhã para repintar.
Ela disse isso com os olhos claros, sem perceber a amargura nas palavras do homem.
— Então você prefere chamar um táxi sozinha a pedir ajuda para mim, seu namorado? — O tom de Nilton trazia uma certa impotência.
Ele acariciou o rosto dela e a puxou para seus braços.
— Eu sei que você está acostumada a ser independente, mas às vezes, eu ficaria muito feliz se você me incomodasse. Kátia, eu gosto muito da sensação de ser necessário para você.
Só então Kátia entendeu o motivo da cara feia dele.
Ela ficou um pouco envergonhada e deitou-se no peito dele.
— Você já é ocupado o suficiente, não precisa se incomodar com uma coisa pequena dessas.
Ai, namoro recente é assim mesmo, compreensível, compreensível.
Bruno também sorriu, feito uma tia coruja.
Mas, enquanto sorria, percebeu algo errado.
Só que aquelas costas pareciam muito familiares.
Os olhos de Bruno se arregalaram de repente. Aquele não era o Sr. Mateus do Grupo Vanguarda?
Ele virou a cabeça para avisar o chefe, mas descobriu que os olhos longos e estreitos de Nilton já estavam semicerrados perigosamente.
Bruno engoliu em seco:
— Sr. Nilton, quer que eu...
Nilton esboçou um sorriso pálido no canto da boca.
— Não precisa. É apenas um palhaço saltitante.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sabia que Assediar a Noiva dos Outros é Ilegal?
Que final ruim!...