Ao ouvir isso, Frederick ficou chocado, como era de se esperar.
Mas, no fim, ele zombou: "Ah, você não vai me dizer que se apaixonou por mim, vai? Sheryl, me fala logo o que você quer. Não precisa ficar fingindo na minha frente".
Não havia ninguém no mundo que a entendesse melhor do que ele.
A personalidade dela, o que ela gostava e não gostava, ele a conhecia como a palma da mão. Então, é claro que sabia muito bem que a pessoa que ela mais odiava era ele próprio. Sendo assim, como poderia dar em cima dele sem nenhum motivo?
No entanto, ele não sabia que a velha Sheryl já estava morta, e a Sheryl na frente dele queria pegar tudo de volta!
"Frederick, não importa se você acredita em mim ou não, mas eu juro que não tava planejando nada." Ela olhou com sinceridade para o homem, esperando que ele acreditasse nela.
Os dois ficaram em silêncio por um momento.
Ele apertou um pouco os olhos e de repente bufou: "É mesmo? Então não me culpa pelo que vai acontecer agora".
Em um instante, antes que ela pudesse reagir, um braço forte a levantou do chão.
Segurando-a nos braços, ele subiu as escadas e a jogou sem piedade sobre a cama macia.
"Ai!"
Tudo aconteceu tão rápido que ela nem conseguiu reagir. O corpo atlético do homem estava bem em cima de Sheryl, e o calor dele envolveu o corpo inteiro dela em um instante.
"Sheryl, não esquece que foi isso que você pediu!"
A voz do homem era baixa e grossa, e ele começou a apalpá-la em todos os lugares.
Seus lábios quentes beijaram a orelha dela e desceram para outras partes do corpo da mulher. Ela percebia que não era um beijo gentil e delicado, mas uma mordida agressiva.
O perfume do homem se misturou com sua fragrância masculina e se espalhou no ar. Os movimentos dele eram um pouco apressados e selvagens, e ameaçavam dominá-la.
No fundo, ela ainda ficava um pouco nervosa com esse tipo de coisa. As partes íntimas ainda estavam sensíveis. Ela se lembrou da primeira vez que fizeram isso, ficou doendo tanto que ela sentia que ia desabar de dor.
Dessa vez, ele não estava pegando leve. Apalpava-a com força, como se a estivesse punindo severamente. Queria que ela soubesse as consequências de tentar se aproximar dele!
Mas dessa vez, ela não ficou com medo. Em vez disso, até tomou a iniciativa e agarrou o pescoço dele.
Não importava mais. Se era isso que ele queria, ela poderia suportar a dor.
Frederick ficou visivelmente pasmo por um momento. Ela estava cooperando? A expressão dela não indicava a menor vontade de resistir.
Na noite do noivado, ela chorou e reclamou que o odiaria para sempre se tivesse que fazer aquilo com ele. Mas hoje, ela o estava acolhendo.
O que havia acontecido para que ela ficasse assim?
Ao pensar nisso, ele de repente perdeu o interesse. Saiu de cima dela e ajeitou a camisa outra vez.
Ela estava ofegando bastante e, no fundo, sentia-se aliviada. Mas, ao mesmo tempo, também se sentiu um pouco decepcionada.
Claro, ela queria se entregar a ele de todo o coração, mas não desse jeito.
Depois que ele se acalmou, pensou em como foi duro com ela. Virou um pouco a cabeça e disse: "Me desculpa". Então, levantou-se.
"Onde você tá indo?" ela pensou que ele estava indo embora de novo, então se apressou para agarrar a roupa dele. "Não vai!"
Ele apenas respondeu baixinho: "Pro chuveiro".
Vendo que Frederick não tinha intenção de ir embora, ela ficou feliz. Ao ouvir o barulho da água caindo do chuveiro, soltou um suspiro de alívio.
Meia hora depois...
A única pessoa com quem ele se importava era ela, mas ela costumava odiá-lo tanto e fazia de tudo para forçá-lo a ir embora.
Pensar nisso a fez se sentir tão culpada que ela teve vontade de morrer.
Sentindo aquela pequena mulher abraçá-lo por trás, a expressão dele tornou-se sombria. Ele virou a cabeça e viu o cabelo molhado dela e o rosto encostado nas costas dele. Ela parecia incomodada com algo.
Frederick não conseguiu evitar se preocupar. Ele acariciou com delicadeza o cabelo molhado da mulher e disse: "Vai logo secar o cabelo, senão você vai pegar uma gripe".
Contudo, Sheryl balançou a cabeça e lançou um olhar manso a ele. As bochechas coraram ligeiramente, e ela pediu em um tom mimado: "Eu quero que você seque pra mim, pode ser?"
Frederick nunca tinha visto Sheryl sendo tão gentil antes. O coração dele amoleceu, e ele concordou: "Tá, vamos pro sofá".
Ela deu um sorriso infantil e se sentou com obediência no sofá marrom escuro.
Depois de um tempo, ele achou o secador de cabelo e foi para trás dela.
Por não ter experiência com aquilo, ele soprou os cabelos dela com cuidado, enquanto passava os dedos finos pelos cabelos macios e úmidos. Tinha medo de machucá-la, então se mexia com a maior delicadeza possível.
Ela fechou os olhos e aproveitou o vento quente nos cabelos.
Depois que ele guardou o secador, voltou para o quarto e a encontrou dormindo no sofá.
Portanto, carregou-a com carinho até a cama e a cobriu.
Ficou olhando para o rosto dela, cuja pele era tão macia quanto a de uma criança recém-nascida. As feições delicadas e o olhar dócil fariam qualquer um se apaixonar por ela.
De repente, ele deu um longo suspiro e franziu as sobrancelhas.
Descobriu que não conseguia mais entender as intenções daquela mulher.

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