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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 9

De forma imediata, todos os olhares se voltaram para o telão projetado na imensa parede, incluindo os da Família Torres.

A imagem reproduzia claramente o momento: Tainá subia os degraus e, ao levantar a cabeça, via Laura descendo na direção oposta, ambas se encarando.

Estando a cerca de um metro de distância, Laura repentinamente cobriu o próprio rosto e jogou o corpo pelo lance de degraus abaixo, esparramando-se no piso inferior.

Tainá utilizou a função de câmera lenta de forma intencional; o vídeo tinha resolução estelar, evidenciando até mesmo as microexpressões na face de Laura e toda a sua encenação tática.

Tendo ali personalidades ilustres da aristocracia e das grandes corporações locais, nenhum cego intelectual suportaria ignorar os fatos esfregados com tamanha precisão:

Considerando as posições geográficas e uma distância de um metro, a gravidade física descartava, sem sombra de dúvidas, a possibilidade de Tainá aplicar qualquer empurrão capaz de levar ao tombo da irmã recém-encontrada.

Era ridículo!

— Essa é a grandiosa capacidade de gestão do Sr. Martim Torres? A prova era cristalina, mas decidiram trucidar a garota e proteger o monstro que eles resgataram da sujeira?

— Isso confirma meus instintos... Foi essa atriz que elaborou a armadilha do vitimismo?

— Ah, queridinho, convenhamos que se empurrar alguém fosse um plano lógico, essa golpista sem classe seria um passatempo bem merecido!

— Meu Deus do céu! Então quer dizer que essa recém-chegada arquitetou o próprio arremesso para mutilar sua pobre rival, mas errou o compasso do degrau caindo acidentalmente de vez?

— Com certeza! Deu tudo errado na jogada final da víbora e, no impulso de reverter o vexame do chão espatifado, soltou fumaça na mente de Tainá para justificar a derrota.

— Aquilo sim foi justiça divina da mais límpida em HD!

— E pensar naqueles crápulas imundos vomitando veneno sobre a inocência de Tainá ontem.

— Sorte minha não ter apostado moedas nestas baboseiras! Eu acompanhei o crescimento impecável da Tainá desde tenra idade, de que ela era obstinada e forte, eu confirmo, mas a maldade cega e perversa sempre repulsou o seu coração leal. Dizer que esta princesa cometeu tal atentado homicida seria como blasfêmia pura.

— Ver esta adorável e espirituosa joia humana destroçada por uma tortura deste porte... Essa criatura demoníaca deve apodrecer!

— E essa tal de novata caipira... Tem a moral e a educação enterradas no lixo, as falas repulsivas, e o teatro ridículo desde que o jantar foi lançado.

(...)

A alta burguesia estava engajada, fofocando incontrolavelmente; o mar verbal mudara as direções, atirando punhais afiados na imagem despedaçada de Laura e criticando furiosamente a administração patética de Martim Torres pelo abafamento irresponsável do fato.

Capítulo 9 1

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