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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 430

— Então a sua família não vai sair ganhando com isso?

Tainá perguntou a Carlos Xavier.

— Sim, de certa forma.

Diante dos fatos, Carlos não tentou esconder.

— E vocês ainda vão se aliar à Família Torres?

— Sim, senão a Família Xavier não daria conta do projeto sozinha.

Tainá assentiu.

— Portanto, o Thiago prefere ceder a oportunidade para a Família Xavier, do que permitir que a Família Gusmão ganhe a concorrência. Ao menos assim ele também tira a sua própria lasquinha.

— Obviamente que sim. Se invertermos os papéis, ele agiria assim da mesma forma e, ainda que perdessem, não o dariam ao seu inimigo.

— Inimigo? Carlos, você tem ciência sobre a origem dos impasses entre as famílias Torres e Gusmão?

No trem, Carlos Xavier, Tainá e Ana sentavam-se juntos na mesma fileira de bancos, com Henrique Alves e o Professor Fábio na frente deles.

Ao longo do percurso, Ana não fez mais do que cochilar e o Professor Fábio e Henrique mal mantinham diálogos breves; sobrando Tainá conversando constantemente com Carlos.

Por mais próximas que Tainá e Ana fossem, o tema de assunto que ligava Tainá a Carlos era consideravelmente extenso.

— Sobre as razões explícitas para tais fatos, não estou a par.

Carlos espiou Tainá por relance. — Das coisas que eu retenho e observo internamente nesses convívios laborais, é como se os líderes evitassem o confronto iminente.

— E quem é o pilar nefasto perante tudo isso?

Tainá se importava demasiadamente pelos bastidores desse repúdio obscuro.

— Seria, invariavelmente, a Família Gusmão. Em todos os impasses o Gusmão persegue a Família Torres de forma furtiva; no arrastar dos tempos o antagonismo virou uma guerra prolongada. Se a causa fosse de procedência corporativa comercial não explicaria o ódio exacerbado no íntimo do Hélder pela Família Torres.

— Por quê?

Carlos retrucou num tom frustrado.

...

A caminho do currículo diário das matérias pela manhã seguinte, não surpreendera ninguém o comparecimento normal de Laura de volta à escola.

Evidentemente sob os guardiões inabaláveis perante Viviane Lopes e Martim Torres o furor do conflito anterior não pesou consequências severas sob o dorso incólume dela.

Tainá concluiu, não podia manter-se inerte até aquele instante e assistir à sua calmaria branda, impunha-se atacá-la.

Tão breve passasse pelo vestibular do país estaria ingressando novamente a Capital; assim, essa corja pestilenta alojada em Valenúbia precisaria cessar sem retorno garantido.

Pelo meio de uma aula, sem desperdício e perca momentânea, conectou-se a William Queiroz ao celular: — Ei, William, quando o evento de licitação vier amanhã crie um meio favorável para incitar os tumultos na direção de Laura.

— Patroa Tainá! Os fatos pretendem engatar conflito sobre que tema exatamente? Estarei não tenho a mínima ideia de como fazer isso!

Tainá caçoou displicentemente: — Puxa! Eis a raríssima demonstração ocasional das carências confiantes de William!

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