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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 385

— Você está falando da Fernanda?

Felipe estava em seu escritório processando documentos e ficou surpreso ao ouvir aquele nome.

— O senhor não conhece a Fernanda?

— Claro que conheço. Ela não é aquela estudante pobre que sua mãe ajudou no passado?

— Ouvi dizer que quando ela estava na universidade, a família dela passou por uma tragédia. De repente, ficou sem fonte de renda, não tinha dinheiro nem para comer e todas as portas que batia atrás de emprego se fechavam. Mais tarde, sua mãe a encontrou, teve pena dela, lhe deu algum dinheiro e arrumou um emprego de meio período em sua empresa.

— Quando ela estava prestes a se formar, estagiou na nossa empresa. Sua mãe achou que ela era capaz, tinha uma personalidade agradável e sabia falar bem, então fez uma exceção e a promoveu a assistente.

Com a experiência que Fernanda tinha na época, ela não estava qualificada para ser a assistente da Senhorita Lopes.

Felipe franziu a testa, pegou um cigarro, acendeu, deu uma tragada e continuou: — Depois disso, sua mãe a manteve sempre por perto e parecia confiar muito nela.

— Naquela época, eu estava fazendo mestrado na Universidade Central, morava no campus e só voltava para casa nos finais de semana. Portanto, não sei de mais detalhes.

— Só sei que, quando sua mãe se casou e se mudou para Valenúbia, ela levou Fernanda junto.

Felipe exalou uma nuvem de fumaça: — Tempos depois, quando você nasceu, sua avó estava hospitalizada. Eu tinha um tempo livre e fui visitar sua mãe em Valenúbia.

— Antes de se mudar para Valenúbia, sua mãe nos contou que estava grávida de gêmeas. Mas quando a vi, a barriga dela parecia de uma gestação comum.

— Eu até perguntei na época: "Irmã, você tem certeza de que está grávida de gêmeas?"

— "Foi o médico quem disse, como poderia ser mentira?"

— Já que ela disse aquilo, eu acreditei. Sou homem e não entendo muito sobre essas coisas de gravidez e parto.

— O senhor viu a Fernanda por volta da época do meu nascimento? — perguntou Tainá. Se a chefe, benfeitora e melhor amiga dela estava de resguardo, não deveria estar lá ajudando? Ou, no mínimo, indo fazer uma visita.

— Quando meu cunhado saiu, contei discretamente as minhas suspeitas. Ela, no entanto, disse: — É muito normal que gêmeos sejam de tamanhos diferentes.

— Mais tarde o médico veio e disse basicamente a mesma coisa. Como eu a via muito fraca, não ousei continuar discutindo o assunto.

— Pensei comigo mesmo: "Vou deixar para falar sobre isso depois que ela sair do resguardo." Mas eu não conseguia tirar isso da cabeça.

— Quanto mais eu suspeitava, mais estranha a bebê maior me parecia. Eu pensava sobre isso até à noite e muitas vezes não conseguia dormir.

— Um dia, enquanto eu visitava os bebês e vi que minha irmã estava dormindo, cortei discretamente um fio de cabelo das duas crianças e o da minha irmã, e entreguei ao meu assistente para fazer um teste de paternidade.

— O resultado saiu logo em seguida, e como eu esperava, a bebê maior não tinha qualquer laço de sangue com a minha irmã.

— Senti imediatamente que havia um complô ali, mas como minha irmã havia passado por uma cesárea e, segundo disseram, perdido muito sangue, eu fiquei com medo de que ela não suportasse o impacto.

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