— Por favor, se encontrarem repórteres, esclareçam isso para nós.
Os policiais olharam impotentes para o diretor. Leandro, sentindo pena e lembrando que sua própria irmã estudava lá, tentou dar um consolo rápido.
— Não se preocupe tanto, o impacto não será tão grande se a escola tiver um aluno problemático de vez em quando.
A implicação era que ele não precisava negar que a aluna era deles apenas porque havia se metido em problemas.
— Não é isso, ela realmente não é aluna da nossa escola.
O diretor de meia-idade franziu a testa, e seu bigode tremia levemente enquanto falava.
Com medo do que mais o diretor pudesse dizer, Leandro entrou rapidamente no carro e partiu.
Ao observar a situação, Tainá soube que Letícia não poderia mais estudar ali.
Mesmo que aquele líquido não fosse veneno, a garota acabaria tendo que ir para uma escola inferior.
Escolas particulares valorizavam extremamente a reputação. Caso contrário, aquelas famílias ricas pagariam centenas de milhares por ano para matricular seus filhos ali?
— Obrigada pelo que você fez agora a pouco.
Depois que os policiais foram embora, Tainá agradeceu a Arthur.
— De nada, somos colegas de classe. Eu vi que ela estava mal-intencionada, não consegui me conter e tive que dar um chute nela.
Na verdade, com as habilidades de percepção atuais de Tainá, mesmo que Arthur não tivesse intervindo, Letícia não conseguiria machucá-la.
Assim que qualquer pessoa se aproximasse a menos de três metros de Tainá, ela perceberia imediatamente; porém, ela não podia ser ingrata e ignorar a boa vontade de alguém.
— Você pratica artes marciais?
Uma pessoa comum não conseguiria jogar um adulto tão longe com apenas um chute.
— Meu pai é treinador de boxe, eu treino com ele quando tenho tempo livre.
Tainá assentiu: — Se algum dia precisar de algo, não hesite em me procurar.
Ao mesmo tempo, Hélder Gusmão também estava assistindo à entrevista de Tainá no Canal de Educação e, virando-se para Osmar, suspirou mais uma vez.
— Quão cega a Família Torres deve ser para expulsar um talento desses?
— Verdade, eles mimam aquela inútil da Laura como se fosse uma joia rara. Mas até que é bom assim; quanto mais confusos eles forem, mais fácil será para nós agirmos.
Hélder assentiu: — Porém, não podemos deixar essa garota avançar ainda mais, precisamos atacá-la de vários lados.
— Sim, senhor.
Assim que as palavras saíram, Lorena Oliveira apareceu chorando.
— A Letícia... a Letícia...
Hélder levantou a mão. O velho Osmar entendeu na hora, limpou a sala rapidamente e saiu com o outro assistente.
Ao sair do escritório, ele instruiu os seguranças: — Fiquem de olho, não deixem ninguém entrar.

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