— Arthur, por que a chutou?
Laura gritou e correu para ajudar a garota caída no chão a se levantar.
Arthur olhou para Tainá: — Ela estava andando atrás de você agorinha mesmo, toda sorrateira.
Foi só então que Tainá conseguiu ver a garota claramente. Não era Letícia Oliveira, filha da Lorena Oliveira (amante de Hélder Gusmão)? Ela também era a pequena capanga e o "cérebro" de Laura.
Pelo canto do olho, ela viu Morgado se aproximando rapidamente de seu esconderijo, e fez um gesto para que ele não viesse.
Pessoas não autorizadas não podiam entrar na escola, então não havia perigo no dia a dia. Mesmo que houvesse atritos com colegas ou professores, poucos entre eles eram páreo para Tainá.
Portanto, quando Tainá estava na escola, Morgado e os outros podiam se revezar para descansar.
Como o fator de segurança era relativamente alto, os guarda-costas costumavam ficar escondidos, observando de longe, apenas por precaução.
Mas, dessa vez, os inimigos, não encontrando oportunidades de agir fora da escola, aproveitaram justamente essa brecha.
Ao ver que eram aquelas pessoas novamente, Luna reclamou em voz alta: — Eu bem que disse que, depois das férias de inverno, Laura parecia ter tomado jeito e parado de causar problemas ultimamente.
E o que temos aqui? Lá vem ela de novo.
Laura retrucou: — ... Luna, não cuspa calúnias. Claramente foi o Arthur quem fez bullying com a Letícia.
Agarrada à mão de Laura, Letícia tentou algumas vezes antes de conseguir se levantar lentamente. Parecia que a queda não tinha sido leve.
Lorena Oliveira a havia ensinado muito bem; ela estava sempre limpa, arrumada e com um ar de quem tinha recebido uma boa educação.
Quando estava com Laura, Letícia parecia mais uma herdeira rica do que ela própria.
Mas naquele momento, seu cabelo estava bagunçado, suas roupas sujas, e ela mancava ao andar, parecendo uma mendiga.
— Que absurdo, eu estava apenas andando normalmente, por que você me chutou?
Vou contar para os professores. Você espancou uma colega sem motivo.
Dizendo isso, Letícia pegou o celular.
— Chega, chega. Somos todos colegas, vamos deixar isso para lá desta vez.
Laura, raramente sem ser agressiva, puxou Letícia para ir em frente.
— Não, ele me deu um chute agorinha mesmo, não podemos deixar por isso mesmo.
Letícia fingiu que não queria ir.
Portanto, a menos que houvesse algo errado, ele não teria chutado Letícia de repente.
— Vi que ela estava andando rápido, mas quando quase alcançou você, ela de repente desacelerou e começou a olhar ao redor...
— Você está mentindo! Havia pessoas na frente, eu só desacelerei porque queria virar a esquina.
— Nós estávamos andando juntas. Se havia pessoas na frente, você não as viu de longe? Só decidiu virar quando já estava em cima delas?
Luna o interrompeu.
Tainá olhou para Arthur: — Quando ela estava olhando ao redor, ela levou a mão ao bolso?
Ele pensou por um momento: — Sim, ela enfiou a mão direita no bolso da jaqueta.
Tainá caminhou em direção a Letícia.
— O q-que v-você vai fazer?
Antes que alguém pudesse reagir, Tainá estendeu a mão e apalpou o bolso direito de Letícia, sentindo um objeto duro semelhante a uma caneta lá dentro.
Carlos Xavier percebeu a intenção de Tainá, aproximou-se e imobilizou os braços de Letícia, que se debatiam, enquanto Arthur também foi ajudar.

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