— Se eu não falar, você também já não tem um palpite de quem seja?
Tainá olhou para a idosa.
— O Felipe não me faria mal, eu conheço o filho que eu mesma criei. Embora ele mime os filhos e a esposa, a natureza dele não é má a ponto de prejudicar a própria mãe biológica.
A idosa respirou fundo e falou devagar.
— O Mateus também não. Embora tenha sido ele quem mandou a Sopa de Ninho de Pássaro, ele não me envenenaria.
Acabei de transferir a empresa para o nome dele, e desta vez, eu voltei para a Família Lopes justamente para ajudá-lo. Desde que ele não seja muito tolo, por que faria mal a mim? Ainda mais se fazendo isso ele tivesse que carregar uma morte nas costas.
Os que restam então, só podem ser...
— Você adivinhou certo, avó. Foi ela.
Tainá seguiu a linha de raciocínio da avó.
— Quem? A Helena já não foi mandada para o hospital psiquiátrico?
Viviane perguntou.
— A Jéssica.
Tainá respondeu com sinceridade.
— A Jess? Ela ainda está grávida.
Viviane não conseguia acreditar direito.
— O que é que tem estar grávida? Ela não quer acumular virtudes para o filho que ainda nem nasceu, o que se pode fazer?
Tainá disse isso de propósito para que ela ouvisse. Por causa da gravidez, Jéssica cumpriria a pena fora da prisão, por pior que fosse o crime. Ainda mais sendo apenas tentativa de homicídio?
Foi por precaução, para evitar que, depois que Jéssica saísse, ela usasse Viviane de novo para fazer alguma coisa.
— Que maldade absurda, envenenar a própria avó!
O quarto irmão não aguentou e comentou.
Depois, ele olhou para Viviane: — Mãe, não se envolva mais com ela no futuro.

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