Após a saída deles, o mestre Lago se virou para Tainá e disse: — Mande alguém entregar o Soro da Verdade Líquido para os policiais, vai acelerar o processo de investigação.
Tainá concordou e, depois de providenciar, perguntou ao mestre: — Quando a avó vai acordar?
— Amanhã, no máximo. Volte. No momento, não precisamos de muita gente por aqui, e vou assumir caso algo aconteça.
Amanhã você tem aula.
Com o mestre Lago na área, Tainá ficou tranquila e, afinal, não havia a necessidade de todos ficarem por ali.
— Então, mestre, não se esgote, volto antes, e depois da aula eu troco com você.
O mestre Lago ficou ali e podia lidar tanto com a questão da saúde quanto com a da segurança. As habilidades médicas dele eram algo que Tainá ainda não dominava.
Farmacologia Ancestral tinha muito domínio na parte do veneno, inclusive como retirá-lo.
Neste instante, Lúcio chegou.
— Por que não me contou que algo tão grave tinha acontecido com a avó?
Tainá não pedira para ligarem para ele; afinal, bastava a presença dela e a do mestre. Lúcio não entendia de cuidados médicos, e ela não quis incomodar muita gente.
— Como as coisas saíram do controle, eu liguei para o mestre no caminho e pedi que ele viesse depressa. Depois, com a correria para tratar e fazer os testes, acabei esquecendo de te avisar.
— E como ela está agora?
Lúcio perguntou.
— Está estável, não tem risco de morte. Mas depois disso, o tempo que ela tem pela frente é muito curto.
— Já descobriram sobre o caso?
— Reportei aos policiais, mandei entregarem o Soro da Verdade Líquido, os avanços vão ser rápidos.

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