Uma semana depois, Tainá estava na sala de aula quando viu Morgado na porta. Seu coração deu um salto e ela pediu licença ao professor.
Apesar de Morgado e Lino sempre a acompanharem para a faculdade, geralmente ficavam invisíveis. A não ser em último caso, não apareceriam na frente dos outros, muito menos no horário de aula.
— Aconteceu alguma coisa com a avó?
Das pessoas com as quais Tainá se importava, Lúcio e o mestre eram fortes, então as chances de eles sofrerem algo eram nulas. Suzi ficava em casa e tinha dois guarda-costas para protegê-la.
Sendo assim, a única pessoa que podia ter se metido em problemas era a avó.
— Mateus ligou e disse que a senhora sofreu um acidente.
Lino respondeu por Morgado.
O rosto de Tainá perdeu a cor. Uma coisa era suspeitar, outra era saber o fato.
— Ele não disse o que houve com ela?
Tainá perguntou enquanto caminhava até o portão.
— Envenenamento!
Apesar de todos os cuidados, ela não esperava que aquilo fosse mesmo acontecer.
— Ligue para o mestre, avise que a avó foi envenenada e peça para ele ir depressa.
— Tainá, precisa de ajuda com alguma coisa?
Camila perguntou enquanto saía atrás dela. Naquele momento, Carlos Xavier e Ana também saíram. Junto com eles também estavam Rodrigo Valente, Enzo e os outros.
— Obrigado, pessoal! Não se incomodem, minha avó adoeceu.
Tainá entregou sua mochila para Camila. — Coloque os livros da mesa do meu dormitório aqui e leve-os para minha casa.
Em um momento de emergência, não havia espaço para cerimônias.
— Tudo bem, tudo bem, eu levo agora.

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