O mestre Lago foi o primeiro a falar: — Eu tinha inimizade com aquela mulher quando era jovem, mas as coisas mudaram e não quero ir atrás disso, vou considerar como pensão alimentícia para a criança.
Mas a partir de então, nem aquela mulher nem a criança terão qualquer relação comigo. Se vierem procurar de novo, simplesmente mande-os sumir.
Se insistirem, chame a polícia.
O jeito como o mestre Lago lidava com as coisas era igual à sua personalidade, direto e claro. No dicionário dele, nunca existiu a palavra apaziguamento.
Nem mesmo quando se tratava de seu próprio sangue.
— Mestre, aquele jovem é seu filho biológico?
— E daí se for? E daí se não for? Aquele garoto foi estragado pela mãe há muito tempo. Acha que só porque é biológico, eu cuidaria dele e o traria para o meu lado?
Eu não vou manter alguém ambicioso e traiçoeiro por perto. O grupo sob meu comando muito menos empregaria alguém sem capacidade e de má índole.
Na época, meu pessoal os encontrou no País M, e eu fui vê-los pessoalmente. Também conversei com a mulher.
Se ela aceitasse que eu levasse o garoto, eu perdoaria tudo o que ela tinha feito. Até mesmo o dinheiro que ela roubou, eu não precisava de volta.
Aquela mulher já estava hesitando, pois, na época, estava muito cansada de fugir das minhas buscas. Com as minhas habilidades, trazê-la de volta ao país à força seria fácil.
E se ela voltasse, com a quantidade de dinheiro que havia roubado, pegaria pena de morte ou prisão perpétua.
Naquele momento, a mulher me pediu para perguntar à criança. Ela disse: "Se ele quiser voltar com você, não vou impedir. Se ele não quiser ir, não posso fazer nada."
A criança já tinha dez anos e já entendia algumas coisas. E tinha passado apenas um ano desde que a mulher tinha fugido, o que significava que, um ano atrás, ele convivia comigo dia e noite e era muito apegado a mim.
O que vocês acham que a criança respondeu na época?
Tainá e Lúcio olharam para o mestre.
— Ele disse que preferia passar fome com a mãe a me acompanhar, sendo eu um brutamontes inculto.

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