Claro, a não ser que não houvesse outra alternativa, ninguém sairia da Céu Azul.
Em outras empresas também era assim. Contanto que sua ideia trouxesse lucros para a empresa, você poderia ter participação.
Tiago continuou: — Podemos dar 20% para a Pinguim. Tenho certeza de que, assim que virem essa ideia, vão concordar com a participação.
Além disso, podemos encontrar mais algumas empresas menores com capacidade para cooperar e damos esses 10% para elas.
Após ouvir a análise de Tiago, Tainá Torres e Lúcio se entreolharam: — Vamos fazer do seu jeito.
A mente de Tainá Torres ainda sofria algumas influências da vida passada. Ela sempre sentia que a Pinguim Tech era muito forte, colocando-se numa posição vulnerável.
Por isso, nas parcerias, sem perceber, ela distribuía mais ações para eles. Mal sabia ela que o peso do Grupo Céu Azul de agora já tinha superado o da Pinguim. O status comercial de Tainá Torres também já estava acima do deles.
Tainá Torres agora era a principal figura corporativa da República de Áquila.
O detalhe era que o Grupo Céu Azul cresceu rápido demais, e Tainá às vezes ainda não tinha mudado a mentalidade sobre o seu posicionamento.
Sendo o veterano de Tainá Torres, Lúcio também era um especialista na área. Ele sempre a deixava livre para agir e não dava palpite com facilidade.
Apenas intervinha com uma frase em momentos cruciais.
Lúcio não queria que os próprios pensamentos afetassem o desenvolvimento de Tainá.
Mas Tiago era diferente. Ele analisava como espectador, lidando de modo mais objetivo.
— Hoje à tarde, vocês vão lá assinar o contrato com o gerente Leonardo Ribeiro, as bases serão essas que o Tiago falou agora.
Se houver algum imprevisto, nos liguem de novo.
Disse Tainá Torres.
Eles já tinham colaborado com a Pinguim antes. Quando o Grupo Céu Azul ainda era pequeno, Tainá e Lúcio apareciam nas assinaturas.
Mas agora era diferente, podiam delegar tudo isso ao Tiago.

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