A casa de Tainá ficava perto, a poucos passos dali. Lúcio raramente a buscava na universidade.
— Vi que você estava demorando a voltar e pensei que algo pudesse ter acontecido. Vim impor respeito por você.
— Qual é, quem precisa que você imponha respeito? Atualmente, na universidade, a maioria das pessoas é minha fã.
— Venho te buscar e você ainda não quer?
— Tá bom, tá bom, eu quero, eu quero. Venha me buscar quando tiver um tempo no futuro.
Tainá era uma garota muito independente. Não gostava de demonstrações excessivas de afeto, daquele tipo de namoro onde o casal parece siameses o dia todo.
Para ela, Lúcio era mais como um irmão mais velho. Tainá ainda preferia o modelo de convivência entre discípulos irmãos.
À noite, quando os dois estavam no escritório, Mateus ligou novamente.
— Tainá, você foi fazer a matrícula na Universidade Central hoje?
— Sim, hoje foi o dia da matrícula. Aconteceu alguma coisa?
— A Jéssica foi condenada a um ano de prisão, mas cumprirá a pena em liberdade condicional por estar grávida.
A avó o aconselhou a discutir as coisas com a prima para evitar muitos contratempos. Então, Mateus estava tentando se relacionar com Tainá.
— E a Lorena? Ela já foi julgada?
Não importava o que ela dissesse, contanto que Tainá não o tratasse como tratava os seus pais, já estava bom.
— Ela foi condenada a apenas três meses de detenção porque denunciou a Jéssica e a Vivian Werneck.
— E a Vivian Werneck e o Igor? Eles foram julgados?
— A Vivian Werneck foi condenada a cinco anos de prisão por colaborar diretamente com o Sindicato Escarlate.
— Mas o crime do Igor é grave, o caso dele ainda não foi encerrado. Os pais dele agora estão tentando de tudo para arrecadar dinheiro e usar contatos a fim de reduzir a pena.
Após uma pausa, Mateus continuou: — A Jéssica está grávida, ela não quer fazer um aborto e recusa-se a se divorciar do Igor, não importa o que aconteça.

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