Do lado de fora do carro, a Dona Catarina continuava chorando alto: — Igor é seu irmão biológico, você não devia tratá-lo assim. Já que você diz que a morte de sua mãe foi obra minha, então eu admito.
Mas o Igor é inocente. Contanto que você possa tirar o Igor de lá, eu vou morrer agora mesmo para expiar os pecados com a sua mãe.
Eu juro, se Igor sair da prisão, eu bato a cabeça e morro na mesma hora.
— Esses dois filhos da puta gostam mesmo do filho mais novo.
Morgado disse.
— Claro, Igor é da própria carne e sangue da Dona Catarina. E agora eles perceberam a gravidade do problema. Que é o Igor possivelmente ser condenado à morte.
Tainá disse.
— Devemos descer para separá-los?
Careca perguntou.
O problema era que eles estavam bloqueando a frente, e o carro não conseguia dar a partida.
Tainá disse a ele: — Não precisa, vamos continuar agindo de forma oficial, a polícia já está chegando.
A estratégia de sofrimento de Henrique e Catarina ainda funcionou. Naquele momento, algumas pessoas já estavam balançadas.
Não era à toa que já havia curiosos batendo no vidro do carro: — Sr. Lúcio, Sr. Lúcio, por que o senhor não desce para aconselhá-los?
— Ai, eles também estão fazendo isso pelo bem do filho. Que pena do coração dos pais.
— Os acontecimentos do passado já passaram, não deveriam afetar a relação dos irmãos da próxima geração.
Por que o senhor não vai na polícia tentar interceder, gastar um dinheirinho, para ver se consegue tirar o seu irmão?
Os curiosos não entendiam muito da lei, e os pensamentos de muitos deles eram bem simples.
— Sr. Lúcio, o senhor tem tanto dinheiro, o que custa ajudá-los?
Algumas pessoas viram o estado miserável de Henrique e Catarina, e começaram a fazer chantagem moral.

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