Alice Rocha continuou a olhá-la.
Vitória Pereira acenou com a mão e caminhou rapidamente para o quarto.
— Chega, chega, pare de perguntar. Vou tomar banho e dormir.
Alice Rocha balançou a cabeça, impotente, pegou os documentos e voltou para o quarto.
No sábado de manhã, Alice Rocha acordou muito cedo.
Ficou no escritório cuidando do trabalho.
Vitória Pereira bateu na porta e entrou.
— Vou fazer compras com as amigas. Resolva o seu almoço sozinha.
Alice Rocha levantou a cabeça do computador.
— De novo?
Vitória Pereira disse:
— O que quer dizer com "de novo"? Não permite que sua mãe aproveite um pouco a vida na velhice?
Alice Rocha olhou para ela por vários segundos.
Vitória Pereira lançou-lhe um olhar irritado.
Empurrou a porta do escritório e apontou numa direção para Alice Rocha olhar.
Alice Rocha olhou.
A porta principal estava aberta.
Lá fora, duas senhoras de idade semelhante à de Vitória Pereira acenaram amigavelmente para ela.
Vitória Pereira disse:
— Minhas duas amigas. Acredita agora?
Alice Rocha acenou com a cabeça para elas.
— Como se eu pudesse impedir você de ir.
Vitória Pereira acenou.
— Tchau.
Alice Rocha disse:
— Não precisa fechar essa porta, quero pegar um ar.
— Tá bom.
Vitória Pereira empurrou a porta, pegou a bolsa e saiu com as amigas.
Assim que Alice Rocha ouviu o som da porta se fechando, tirou as mãos do teclado imediatamente.
Fechou o computador e levantou-se.
Ela ainda queria saber o que Vitória Pereira estava realmente fazendo.
Alice Rocha esperou propositalmente dois minutos.
Garantiu que Vitória Pereira e as amigas tivessem entrado no elevador antes de sair.
Enquanto esperava o elevador, ligou para o motorista.
— Elas saíram. Siga-as de perto.
— Certo, Diretora Rocha.
Alice Rocha desceu pelo elevador e saiu do condomínio dirigindo.
Alice Rocha esperou por cerca de dez minutos.
Não viu Vitória Pereira sair da casa de chá.
Em compensação, houve uma movimentação no restaurante onde ela estava.
Havia um piano no centro do restaurante.
O som do piano ecoou de repente, contando uma história suavemente.
Alice Rocha seguiu o som com o olhar.
Uma mulher de corpo esguio e magro, vestindo um sobretudo cáqui, estava sentada de costas para ela ao piano.
Do ângulo de Alice Rocha, só era possível ver as duas mãos pálidas da mulher dançando sobre as teclas.
O som do piano nascia dela.
Alice Rocha olhou uma vez e desviou o olhar, voltando a observar a porta da casa de chá.
A música terminou.
Alguns aplausos soaram no restaurante.
Alice Rocha apoiava o queixo na mão, olhando para fora entediada.
Bateu palmas de forma perfunctória, como sinal de respeito.
— Fla, tocou muito bem.
No restaurante levemente barulhento, Alice Rocha ouviu essa frase com clareza.
Uma voz masculina muito familiar.
Alice Rocha virou a cabeça para olhar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Amor que Você Enterrou
Adoroooo o Erick.... Ele é de opinião, ele é o homem certo para Alice....
AFF ... 2 ataques Estou com ansiedade Não e possível que a Alice vai acreditar...
Juro que vou parar de le se esse velho fazer do aniversario do Erick o noivado com essa Lavinia. Pelo amor Deus os 2 agora que ta namorando, ja ficaram separados muito tempo. Ele sempre foi apaixonado e agora que ele conseguiu o amor dela e ela pela primeira vez e amada como deveria. Agora ela pode ter a Tina com o Erick e ser feliz...
Credo!!!!! Mas faltam muuuuitos diálogos!!!!!...