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Renascida das Cinzas: O Amor que Você Enterrou romance Capítulo 1224

Ding dong —

Uma mensagem chegou pelo celular.

Francisca se sentou e empurrou com as costas da mão o celular que havia deixado na mesa de qualquer jeito.

A tela do telefone mostrava que era uma mensagem de seu encontro arranjado, Gael Laurentino.

Não era uma mensagem de grande importância. Francisca estava de mau humor e não pretendia responder, jogando-se de novo na cama.

Ding dong, ding dong —

Mais algumas mensagens chegaram. Francisca adivinhou que seria de Gael novamente, então não lhes deu atenção.

Após dois minutos, o toque do celular soou. Alguém estava ligando.

Francisca franziu a testa, irritada, e sentou-se para checar.

De repente, ela arregalou os olhos. Era uma ligação de Gabriel Passos.

Será que ele estava ligando para exigir explicações?

O coração dela disparou, a respiração ficou um pouco acelerada, e seus olhos fixaram-se diretamente no nome que piscava na tela.

Fazer com que Leonardo fingisse suicídio... Como Gabriel iria puni-la por isso?

Seria o fim de tudo para ela.

Francisca não pôde deixar de agarrar a própria palma da mão. Ela virou os olhos para os lados e simplesmente decidiu não atender. Iria agir como se já estivesse dormindo.

Mais tarde, quando Gabriel perguntasse sobre o assunto, diria que estava dormindo e não escutou.

Com a decisão tomada, Francisca recuou para a cama e ficou vigiando o celular, que ainda vibrava.

No quarto silencioso, o toque do celular agora soava como um efeito sonoro de um filme de terror. Ao ouvi-lo, Francisca começou a entrar em pânico e desejou poder rejeitar a chamada diretamente.

Após quase um minuto, o telefone ficou silencioso, sugerindo que a ligação havia caído automaticamente.

Francisca deu um longo suspiro de alívio.

Mas, antes que ela pudesse relaxar por muito tempo, o celular começou a tocar novamente.

O coração de Francisca bateu forte. Sorrateiramente, arrastou-se para perto para espiar o celular.

Era de fato Gabriel ligando novamente.

Francisca recuou imediatamente como se estivesse diante de uma fera feroz, seu olhar cheio de vigilância e cautela.

Droga, droga, por esse estardalhaço, era certo que ele vinha para interrogá-la.

Ela definitivamente não atenderia aquela chamada, de jeito nenhum.

Ela escondeu a cabeça debaixo das cobertas e lutou para segurar o travesseiro com os cotovelos, abafando os ouvidos para bloquear o som da ligação.

O efeito de abafamento era mínimo, e ela ainda conseguia escutar o toque do telefone com clareza.

O som parava e voltava, parava e voltava.

Gabriel telefonou para ela um total de três vezes, mas Francisca não atendeu nenhuma.

O batimento cardíaco de Francisca chegou ao limite assim que a terceira chamada caiu sozinha. Parecia que o coração dela estava se rebelando dentro da caixa torácica, palpitando ferozmente, quase saltando pela garganta.

Francisca perdeu o sono por completo, os olhos esbugalhados, à espera de novos acontecimentos.

Por muito tempo, o celular não emitiu mais sons nem vibrou.

Parecia que Gabriel tinha desistido.

Apenas então Francisca deixou escapar um longo suspiro e arrastou-se para fora de debaixo do travesseiro.

Ela se arrastou até o telefone, desbloqueou com o reconhecimento facial e tocou com o nó do dedo para abrir o WhatsApp e checar as mensagens que Gabriel lhe mandara.

[Tenho algo para te perguntar, vou mandar alguém te buscar agora mesmo. Imediatamente.]

[Atenda o telefone.]

Duas mensagens breves, que fizeram o coração de Francisca disparar só de ver.

Francisca franziu a testa pesadamente, o coração saltando do peito e as palmas das mãos empapadas de suor: — Já disse que estou com sono. Se houver alguma coisa, a gente fala amanhã.

Houve um silêncio prolongado do lado de fora da porta. A empregada não disse mais nada.

Francisca contraiu os lábios, olhando fixamente para a porta do quarto.

Acho que já passou...

No segundo seguinte em que a frase se formou na mente dela, do lado de fora a empregada falou se desculpando: — Senhorita, perdoe-me. O jovem mestre mandou que eu entrasse diretamente, desculpe a intromissão...

Francisca sentiu o couro cabeludo arrepiar na mesma hora, respirou fundo e segurou a respiração, sentindo o ar preso no peito sem subir nem descer.

— Você não pode entrar...

A porta já tinha sido aberta por uma fresta.

Ela gritou apressadamente: — Não entre! Eu não deixei você entrar...

As palavras de Francisca tiveram um certo efeito, mas não muito.

A mão da empregada, que empurrava a porta, hesitou por um momento e, logo depois, o som grave da voz de Gabriel ressoou pelo telefone que ela segurava.

— Entre.

A empregada engoliu seco, arranjou coragem e abriu a porta para entrar.

A voz irritada de Francisca rangeu através da porta: — Eu já disse que estava dormindo, você não pode entrar! Você não ouviu?

Francisca arregalou os olhos enquanto a empregada avançava com a cabeça baixa e estendia o telefone para ela.

— Senhorita, ligação do jovem mestre...

Francisca mordeu os lábios, gesticulando com o olhar para a empregada sair, mas a empregada permaneceu com a cabeça baixa, fingindo estar alheia ao seu olhar.

Ela quase teve vontade de esbofetear o telefone para longe.

No segundo seguinte, a voz de Gabriel ressoou através do celular: — Francisca, está me ouvindo?

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