Ding dong —
Uma mensagem chegou pelo celular.
Francisca se sentou e empurrou com as costas da mão o celular que havia deixado na mesa de qualquer jeito.
A tela do telefone mostrava que era uma mensagem de seu encontro arranjado, Gael Laurentino.
Não era uma mensagem de grande importância. Francisca estava de mau humor e não pretendia responder, jogando-se de novo na cama.
Ding dong, ding dong —
Mais algumas mensagens chegaram. Francisca adivinhou que seria de Gael novamente, então não lhes deu atenção.
Após dois minutos, o toque do celular soou. Alguém estava ligando.
Francisca franziu a testa, irritada, e sentou-se para checar.
De repente, ela arregalou os olhos. Era uma ligação de Gabriel Passos.
Será que ele estava ligando para exigir explicações?
O coração dela disparou, a respiração ficou um pouco acelerada, e seus olhos fixaram-se diretamente no nome que piscava na tela.
Fazer com que Leonardo fingisse suicídio... Como Gabriel iria puni-la por isso?
Seria o fim de tudo para ela.
Francisca não pôde deixar de agarrar a própria palma da mão. Ela virou os olhos para os lados e simplesmente decidiu não atender. Iria agir como se já estivesse dormindo.
Mais tarde, quando Gabriel perguntasse sobre o assunto, diria que estava dormindo e não escutou.
Com a decisão tomada, Francisca recuou para a cama e ficou vigiando o celular, que ainda vibrava.
No quarto silencioso, o toque do celular agora soava como um efeito sonoro de um filme de terror. Ao ouvi-lo, Francisca começou a entrar em pânico e desejou poder rejeitar a chamada diretamente.
Após quase um minuto, o telefone ficou silencioso, sugerindo que a ligação havia caído automaticamente.
Francisca deu um longo suspiro de alívio.
Mas, antes que ela pudesse relaxar por muito tempo, o celular começou a tocar novamente.
O coração de Francisca bateu forte. Sorrateiramente, arrastou-se para perto para espiar o celular.
Era de fato Gabriel ligando novamente.
Francisca recuou imediatamente como se estivesse diante de uma fera feroz, seu olhar cheio de vigilância e cautela.
Droga, droga, por esse estardalhaço, era certo que ele vinha para interrogá-la.
Ela definitivamente não atenderia aquela chamada, de jeito nenhum.
Ela escondeu a cabeça debaixo das cobertas e lutou para segurar o travesseiro com os cotovelos, abafando os ouvidos para bloquear o som da ligação.
O efeito de abafamento era mínimo, e ela ainda conseguia escutar o toque do telefone com clareza.
O som parava e voltava, parava e voltava.
Gabriel telefonou para ela um total de três vezes, mas Francisca não atendeu nenhuma.
O batimento cardíaco de Francisca chegou ao limite assim que a terceira chamada caiu sozinha. Parecia que o coração dela estava se rebelando dentro da caixa torácica, palpitando ferozmente, quase saltando pela garganta.
Francisca perdeu o sono por completo, os olhos esbugalhados, à espera de novos acontecimentos.
Por muito tempo, o celular não emitiu mais sons nem vibrou.
Parecia que Gabriel tinha desistido.
Apenas então Francisca deixou escapar um longo suspiro e arrastou-se para fora de debaixo do travesseiro.
Ela se arrastou até o telefone, desbloqueou com o reconhecimento facial e tocou com o nó do dedo para abrir o WhatsApp e checar as mensagens que Gabriel lhe mandara.
[Tenho algo para te perguntar, vou mandar alguém te buscar agora mesmo. Imediatamente.]
[Atenda o telefone.]
Duas mensagens breves, que fizeram o coração de Francisca disparar só de ver.
Francisca franziu a testa pesadamente, o coração saltando do peito e as palmas das mãos empapadas de suor: — Já disse que estou com sono. Se houver alguma coisa, a gente fala amanhã.
Houve um silêncio prolongado do lado de fora da porta. A empregada não disse mais nada.
Francisca contraiu os lábios, olhando fixamente para a porta do quarto.
Acho que já passou...
No segundo seguinte em que a frase se formou na mente dela, do lado de fora a empregada falou se desculpando: — Senhorita, perdoe-me. O jovem mestre mandou que eu entrasse diretamente, desculpe a intromissão...
Francisca sentiu o couro cabeludo arrepiar na mesma hora, respirou fundo e segurou a respiração, sentindo o ar preso no peito sem subir nem descer.
— Você não pode entrar...
A porta já tinha sido aberta por uma fresta.
Ela gritou apressadamente: — Não entre! Eu não deixei você entrar...
As palavras de Francisca tiveram um certo efeito, mas não muito.
A mão da empregada, que empurrava a porta, hesitou por um momento e, logo depois, o som grave da voz de Gabriel ressoou pelo telefone que ela segurava.
— Entre.
A empregada engoliu seco, arranjou coragem e abriu a porta para entrar.
A voz irritada de Francisca rangeu através da porta: — Eu já disse que estava dormindo, você não pode entrar! Você não ouviu?
Francisca arregalou os olhos enquanto a empregada avançava com a cabeça baixa e estendia o telefone para ela.
— Senhorita, ligação do jovem mestre...
Francisca mordeu os lábios, gesticulando com o olhar para a empregada sair, mas a empregada permaneceu com a cabeça baixa, fingindo estar alheia ao seu olhar.
Ela quase teve vontade de esbofetear o telefone para longe.
No segundo seguinte, a voz de Gabriel ressoou através do celular: — Francisca, está me ouvindo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Amor que Você Enterrou
Adoroooo o Erick.... Ele é de opinião, ele é o homem certo para Alice....
AFF ... 2 ataques Estou com ansiedade Não e possível que a Alice vai acreditar...
Juro que vou parar de le se esse velho fazer do aniversario do Erick o noivado com essa Lavinia. Pelo amor Deus os 2 agora que ta namorando, ja ficaram separados muito tempo. Ele sempre foi apaixonado e agora que ele conseguiu o amor dela e ela pela primeira vez e amada como deveria. Agora ela pode ter a Tina com o Erick e ser feliz...
Credo!!!!! Mas faltam muuuuitos diálogos!!!!!...