Francisca levantou os olhos vermelhos, mantendo-se teimosa e em silêncio.
Esta era a ordem do vovô Passos, de modo algum ousariam omitir nada, e isso era um consenso entre ambos.
O mordomo não disse mais nada e desferiu severamente dez golpes nela, deixando ambas as mãos de Francisca vermelhas e fazendo-a chorar sem parar.
Ao terminar de bater, o mordomo inclinou-se um pouco e estendeu a mão para ajudar Francisca a se levantar, mas foi empurrado por ela.
— Não precisa, eu vou sozinha.
Evidentemente, ela estava descontando a própria raiva nele, por mais que não fosse culpa do mordomo.
Francisca já estava ajoelhada havia um bom tempo; suas pernas estavam um tanto dormentes e ela teve que apoiar as mãos no chão para se levantar aos poucos.
O mordomo apenas ficou ao lado e disse: — Senhorita, volte a comer, as refeições já estão preparadas; mais tarde esfriam.
Francisca não olhou para ele; com o som anasalado na voz bem claro, disse com raiva: — Como vou comer com minhas mãos desse jeito? Não consigo nem segurar os palitos.
O mordomo, de olhos baixos, respondeu: — Pode mandar uma empregada alimentar você.
Francisca replicou com voz fria: — Não precisa!
Ela saiu a passos raivosos.
O mordomo virou-se e entrou na sala ao lado, guardando a Palmatória.
Francisca estava com raiva; ela sabia que estava errada, mas ser tratada daquele jeito fez sua ira subir direto para o topo da cabeça, e ela nem sabia em quem descontar ou para onde extravasar a raiva.
A única coisa que podia fazer era andar enraivecida, desejando amassar o chão sob os pés.
Apenas uma pessoa tinha tal som e compostura.
Francisca levantou a cabeça instantaneamente, prestes a olhar para trás, quando imediatamente se lembrou das marcas de choro em seu rosto, e seu pescoço ficou tenso.
Ela limitou-se a inclinar a cabeça um pouco para o lado. Mantendo-a abaixada e sem olhar para Gabriel, ela disse com a voz embargada pelo choro pesado e pelo nariz congestionado: — Irmão, quando você voltou?
O olhar de Gabriel passou rapidamente pelas pálpebras inchadas e pelas lágrimas escorrendo em seu rosto. A voz soou grave: — Acabei de chegar.
Francisca repuxou os lábios, dizendo: — Ah, bem na hora, a comida já está pronta. Vá rápido comer lá dentro.
O olhar de Gabriel repousou suavemente nos olhos dela. Antes que Francisca pudesse ir, falou com a voz um pouco densa: — Por que estava chorando?
Francisca virou o rosto, sem olhar para ele: — Eu não chorei, você viu errado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Amor que Você Enterrou
Adoroooo o Erick.... Ele é de opinião, ele é o homem certo para Alice....
AFF ... 2 ataques Estou com ansiedade Não e possível que a Alice vai acreditar...
Juro que vou parar de le se esse velho fazer do aniversario do Erick o noivado com essa Lavinia. Pelo amor Deus os 2 agora que ta namorando, ja ficaram separados muito tempo. Ele sempre foi apaixonado e agora que ele conseguiu o amor dela e ela pela primeira vez e amada como deveria. Agora ela pode ter a Tina com o Erick e ser feliz...
Credo!!!!! Mas faltam muuuuitos diálogos!!!!!...