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Renascida das Cinzas: O Amor que Você Enterrou romance Capítulo 1214

De cabeça baixa, Leo balançou a cabeça: — Não, eu não estou com raiva do bisavô.

Leo era uma criança que havia sido mimada ao crescer. A maior dor que ele já sentira na vida tinha sido quando o vovô Passos bateu na palma de sua mão até ficar vermelha e inchada. Como ele não ficaria com raiva?

O vovô Passos disse gentilmente: — Já que não está com raiva, então mostre sua mão para o bisavô.

Leo ergueu os olhos e, de forma hesitante, estendeu a palma da mão esquerda para ele.

O vovô Passos puxou a mão para examinar.

Após dois dias, a situação da palma de Leo havia melhorado bastante. Não estava tão inchada nem tão vermelha quanto no primeiro dia, mas, afinal, ainda havia alguns traços da Palmatória.

O vovô Passos perguntou: — Ainda dói?

Leo balançou a cabeça e murmurou: — Não dói mais.

— Mentira — disse o vovô Passos. — Antes, quando você tinha o menor machucadinho, já chorava de dor. Como pode não doer agora? O bisavô quer ouvir você falar a verdade, não quero que minta.

O olhar de Leo ficou ligeiramente em pânico, e ele disse: — ...Dói, dói um pouquinho.

O vovô Passos murmurou: — Leo, o bisavô sabe que você está com raiva, e o bisavô... também precisa se desculpar com você. Naquele dia, o bisavô não deveria ter tratado você daquele jeito e nem ter batido. O bisavô também sabe que errou. Leo, perdoe o bisavô, sim? O bisavô precisa muito do seu perdão.

A expressão de Leo estava um pouco surpresa: — Bisavô...

Leo havia crescido na família Passos e tinha gravado na mente os conceitos de respeitar os mais velhos e amar os mais novos, principalmente o de respeitar os mais velhos. Ele nunca imaginou que o seu bisavô iria lhe pedir desculpas.

O vovô Passos disse: — Não precisa se apressar, você pode pensar aos poucos. Pense devagar se quer perdoar o bisavô. Por agora, vou aplicar remédio em você, está bem?

Ainda meio desnorteado, Leo teve a mochila retirada de suas costas pelo vovô Passos e foi puxado para sentar-se ao seu lado.

Ele viu o vovô Passos pegar a pomada das mãos do empregado; seus dedos envelhecidos tremeram ligeiramente enquanto ele tirava um pedaço grande do creme e passava na palma da sua mão, espalhando devagar e de maneira uniforme.

Observando aquilo, os olhos de Leo gradualmente ficaram vermelhos e ele agarrou o tecido do sofá com a mão direita.

Crianças tinham dificuldade em esconder o que sentiam e também em conter o choro.

Ao escutar os leves soluços, o vovô Passos levantou o olhar para ele e soltou um leve suspiro: — Por que está chorando? O bisavô passou muito forte?

Leo sacudiu a cabeça, com os olhos avermelhados: — Bisavô...

— O bisavô está aqui.

Leo fez biquinho e chorou. Não disse mais nada, apenas erguia a mão de vez em quando para enxugar as lágrimas.

O vovô Passos aplicou o remédio em silêncio, limpou os dedos com um lenço e olhou de forma amável para Leo: — Você se sentiu injustiçado, não foi?

Leo assentiu vigorosamente: — Naquela hora o bisavô foi tão bravo, tão bravo, eu fiquei com tanto medo.

— O bisavô sabe que errou.

Leo ainda disse: — Não só me xingou, como me bateu, eu fiquei tão triste de verdade...

— Hum, o bisavô vai melhorar de agora em diante.

Afinal, este era o único bisneto do ramo principal do Grupo Passos.

Quanto mais Leo falava, mais lágrimas derramava: — E o bisavô ain... ainda não quer, não quer me ajudar...

Esta frase ele falou cada vez mais baixo.

Enxugando as lágrimas, ele ainda tomava cuidado de levantar os olhos para checar a expressão do vovô Passos, temendo que ele ficasse com raiva de novo só porque havia mencionado sua mãe.

Contudo, o rosto do vovô Passos estava sereno, não dava para perceber o mínimo traço de ira.

Leo assentiu com força: — Muita, bisavô, eu sinto muita falta da minha mãe.

O vovô Passos disse: — Eu também não quero decepcionar o Leo, muito menos quero que o Leo se distancie de mim. Portanto...

Leo continuava olhando para ele, confuso.

O vovô Passos perguntou: — O bisavô decidiu ajudar a sua mãe, que tal?

Leo pausou por alguns segundos; nesses instantes, ele raciocinou a respeito do que o vovô Passos havia dito.

Em seguida, seus olhos se arregalaram, ele saltou do sofá, dando um gritinho baixo, com o rosto cheio de incredulidade: — Bisavô!

O vovô Passos, com muito bom humor, disse: — O bisavô está aqui.

— Bisavô!

Leo ergueu os braços, deu um grito alto e, em seguida, se atirou nos braços do vovô Passos, abraçando-o com muita alegria, sem querer o soltar.

— Obrigado, bisavô!

Leo estava muito contente, o semblante radiante, tão cheio de alegria que não parava de pular nem mesmo estando no colo do vovô Passos.

O vovô Passos, inevitavelmente contagiado pela cena, abriu um sorriso: — Não precisa agradecer.

Leo estava com tanta alegria que não sabia o que falar e nem o que fazer; desvencilhou-se dos braços do vovô Passos e se pôs a pular e correr pela sala.

O vovô Passos apenas conseguiu dizer: — Tome cuidado para não cair.

Leo voltou a correr até ele e, com os olhos radiantes, perguntou: — Então, bisavô, logo eu poderei ver a minha mãe?

O vovô Passos colocou as mãos nas costas e falou suavemente: — Leo, essa questão o bisavô não tem coragem de prometer com certeza, o bisavô não tem certeza se vai conseguir realizar, mas prometo a você, o bisavô vai tentar o seu melhor.

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