De cabeça baixa, Leo balançou a cabeça: — Não, eu não estou com raiva do bisavô.
Leo era uma criança que havia sido mimada ao crescer. A maior dor que ele já sentira na vida tinha sido quando o vovô Passos bateu na palma de sua mão até ficar vermelha e inchada. Como ele não ficaria com raiva?
O vovô Passos disse gentilmente: — Já que não está com raiva, então mostre sua mão para o bisavô.
Leo ergueu os olhos e, de forma hesitante, estendeu a palma da mão esquerda para ele.
O vovô Passos puxou a mão para examinar.
Após dois dias, a situação da palma de Leo havia melhorado bastante. Não estava tão inchada nem tão vermelha quanto no primeiro dia, mas, afinal, ainda havia alguns traços da Palmatória.
O vovô Passos perguntou: — Ainda dói?
Leo balançou a cabeça e murmurou: — Não dói mais.
— Mentira — disse o vovô Passos. — Antes, quando você tinha o menor machucadinho, já chorava de dor. Como pode não doer agora? O bisavô quer ouvir você falar a verdade, não quero que minta.
O olhar de Leo ficou ligeiramente em pânico, e ele disse: — ...Dói, dói um pouquinho.
O vovô Passos murmurou: — Leo, o bisavô sabe que você está com raiva, e o bisavô... também precisa se desculpar com você. Naquele dia, o bisavô não deveria ter tratado você daquele jeito e nem ter batido. O bisavô também sabe que errou. Leo, perdoe o bisavô, sim? O bisavô precisa muito do seu perdão.
A expressão de Leo estava um pouco surpresa: — Bisavô...
Leo havia crescido na família Passos e tinha gravado na mente os conceitos de respeitar os mais velhos e amar os mais novos, principalmente o de respeitar os mais velhos. Ele nunca imaginou que o seu bisavô iria lhe pedir desculpas.
O vovô Passos disse: — Não precisa se apressar, você pode pensar aos poucos. Pense devagar se quer perdoar o bisavô. Por agora, vou aplicar remédio em você, está bem?
Ainda meio desnorteado, Leo teve a mochila retirada de suas costas pelo vovô Passos e foi puxado para sentar-se ao seu lado.
Ele viu o vovô Passos pegar a pomada das mãos do empregado; seus dedos envelhecidos tremeram ligeiramente enquanto ele tirava um pedaço grande do creme e passava na palma da sua mão, espalhando devagar e de maneira uniforme.
Observando aquilo, os olhos de Leo gradualmente ficaram vermelhos e ele agarrou o tecido do sofá com a mão direita.
Crianças tinham dificuldade em esconder o que sentiam e também em conter o choro.
Ao escutar os leves soluços, o vovô Passos levantou o olhar para ele e soltou um leve suspiro: — Por que está chorando? O bisavô passou muito forte?
Leo sacudiu a cabeça, com os olhos avermelhados: — Bisavô...
— O bisavô está aqui.
Leo fez biquinho e chorou. Não disse mais nada, apenas erguia a mão de vez em quando para enxugar as lágrimas.
O vovô Passos aplicou o remédio em silêncio, limpou os dedos com um lenço e olhou de forma amável para Leo: — Você se sentiu injustiçado, não foi?
Leo assentiu vigorosamente: — Naquela hora o bisavô foi tão bravo, tão bravo, eu fiquei com tanto medo.
— O bisavô sabe que errou.
Leo ainda disse: — Não só me xingou, como me bateu, eu fiquei tão triste de verdade...
— Hum, o bisavô vai melhorar de agora em diante.
Afinal, este era o único bisneto do ramo principal do Grupo Passos.
Quanto mais Leo falava, mais lágrimas derramava: — E o bisavô ain... ainda não quer, não quer me ajudar...
Esta frase ele falou cada vez mais baixo.
Enxugando as lágrimas, ele ainda tomava cuidado de levantar os olhos para checar a expressão do vovô Passos, temendo que ele ficasse com raiva de novo só porque havia mencionado sua mãe.
Contudo, o rosto do vovô Passos estava sereno, não dava para perceber o mínimo traço de ira.
Leo assentiu com força: — Muita, bisavô, eu sinto muita falta da minha mãe.
O vovô Passos disse: — Eu também não quero decepcionar o Leo, muito menos quero que o Leo se distancie de mim. Portanto...
Leo continuava olhando para ele, confuso.
O vovô Passos perguntou: — O bisavô decidiu ajudar a sua mãe, que tal?
Leo pausou por alguns segundos; nesses instantes, ele raciocinou a respeito do que o vovô Passos havia dito.
Em seguida, seus olhos se arregalaram, ele saltou do sofá, dando um gritinho baixo, com o rosto cheio de incredulidade: — Bisavô!
O vovô Passos, com muito bom humor, disse: — O bisavô está aqui.
— Bisavô!
Leo ergueu os braços, deu um grito alto e, em seguida, se atirou nos braços do vovô Passos, abraçando-o com muita alegria, sem querer o soltar.
— Obrigado, bisavô!
Leo estava muito contente, o semblante radiante, tão cheio de alegria que não parava de pular nem mesmo estando no colo do vovô Passos.
O vovô Passos, inevitavelmente contagiado pela cena, abriu um sorriso: — Não precisa agradecer.
Leo estava com tanta alegria que não sabia o que falar e nem o que fazer; desvencilhou-se dos braços do vovô Passos e se pôs a pular e correr pela sala.
O vovô Passos apenas conseguiu dizer: — Tome cuidado para não cair.
Leo voltou a correr até ele e, com os olhos radiantes, perguntou: — Então, bisavô, logo eu poderei ver a minha mãe?
O vovô Passos colocou as mãos nas costas e falou suavemente: — Leo, essa questão o bisavô não tem coragem de prometer com certeza, o bisavô não tem certeza se vai conseguir realizar, mas prometo a você, o bisavô vai tentar o seu melhor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Amor que Você Enterrou
Adoroooo o Erick.... Ele é de opinião, ele é o homem certo para Alice....
AFF ... 2 ataques Estou com ansiedade Não e possível que a Alice vai acreditar...
Juro que vou parar de le se esse velho fazer do aniversario do Erick o noivado com essa Lavinia. Pelo amor Deus os 2 agora que ta namorando, ja ficaram separados muito tempo. Ele sempre foi apaixonado e agora que ele conseguiu o amor dela e ela pela primeira vez e amada como deveria. Agora ela pode ter a Tina com o Erick e ser feliz...
Credo!!!!! Mas faltam muuuuitos diálogos!!!!!...