O desmaio do Vovô Passos estava completamente fora dos planos deles.
Francisca correu em pânico para ajudar o mordomo a sustentar o corpo pesado do velho.
— Vovô! Vovô!
O mordomo trincou os dentes, com as veias da testa saltando devido ao esforço.
— O patrão desmaiou!
Agora, com as duas figuras mais importantes da família apagadas, a mansão dos Passos mergulhou no caos absoluto.
Francisca engoliu o desespero e forçou a si mesma a manter a frieza.
Ela ordenou ao mordomo que chamasse os motoristas e preparasse dois carros separados para levá-los ao hospital particular mais próximo.
Ela embarcou no mesmo carro que Leonardo, certificando-se de esconder bem no bolso o frasco de remédios e a "carta de suicídio" que o garoto havia escrito.
Sentada no banco do carona, Francisca exibia uma expressão rígida.
Sua respiração estava acelerada e o coração batia tão forte que parecia que ia rasgar seu peito.
Ela calculava o tempo mentalmente.
Já haviam se passado uns quinze minutos desde a gritaria, e o trajeto até o hospital levaria no máximo vinte.
Meia hora no total.
Desde que chegassem ao pronto-socorro a tempo, Leonardo estaria fora de perigo.
Com os cálculos feitos, Francisca enxugou o suor frio das mãos na calça e franziu a testa.
Mas e o Vovô Passos?
O desmaio dele era um problema grave.
Ele já era um homem de idade avançada, cheio de problemas crônicos de saúde que o levavam ao hospital com frequência.
Os médicos já haviam alertado inúmeras vezes que ele precisava de repouso absoluto e que não suportaria emoções muito fortes.
Ela jamais imaginou que o teatro do "suicídio" de Leonardo causaria um impacto tão devastador, a ponto de fazê-lo apagar na hora.
E se o velho tomasse um susto tão grande que não acordasse mais? O que ela faria?
Francisca nunca quis que as coisas saíssem do controle dessa forma.
Uma sensação opressiva de pânico e sufocamento tomou conta do seu peito.
Estava nervosa, culpada e, acima de tudo, apavorada.
Sua mente era um turbilhão caótico, incapaz de formular um plano B.
A voz de Francisca ficou mais baixa, quase frenética:
— O que a gente faz? E se... E se os médicos não conseguirem salvar o vovô?
Jarbas puxou-a pelo ombro, guiando-a para um canto mais afastado, longe dos ouvidos atentos dos empregados.
Completamente desnorteada, Francisca olhou para os próprios dedos entrelaçados.
— O que eu vou fazer? O que a gente faz?
Se o avô morresse por causa dessa armação...
Tudo estaria arruinado. O sacrifício não teria valido de nada.
Jarbas segurou os dois ombros dela, prensando-a levemente contra a parede fria do corredor.
— Não vai acontecer. O vovô não vai morrer. Ele tem cuidado bem da saúde nesses últimos anos, não vai ser assim que ele vai embora... Além disso, vaso ruim não quebra fácil. Os médicos daqui são a elite do país. Eles não vão deixar nada acontecer com o velho.
Francisca mordeu o lábio inferior com força e passou as costas da mão nos olhos, enxugando uma lágrima fugaz.
— Eu estou com medo... E se os dois não resistirem?
— Isso não vai acontecer! — cravou Jarbas, categórico.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Amor que Você Enterrou
Adoroooo o Erick.... Ele é de opinião, ele é o homem certo para Alice....
AFF ... 2 ataques Estou com ansiedade Não e possível que a Alice vai acreditar...
Juro que vou parar de le se esse velho fazer do aniversario do Erick o noivado com essa Lavinia. Pelo amor Deus os 2 agora que ta namorando, ja ficaram separados muito tempo. Ele sempre foi apaixonado e agora que ele conseguiu o amor dela e ela pela primeira vez e amada como deveria. Agora ela pode ter a Tina com o Erick e ser feliz...
Credo!!!!! Mas faltam muuuuitos diálogos!!!!!...