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Renascida das Cinzas: O Amor que Você Enterrou romance Capítulo 1139

Erick Olimpio soltou um riso anasalado. Com um movimento charmoso, jogou os cabelos para trás e abriu um sorriso prepotente:

— Pode contar. Ela nunca vai acreditar em você.

Aquela confiança cega fez Ricardo trincar os dentes de raiva.

Era revoltante ver Erick esfregando a felicidade amorosa na cara de um homem sofrendo por amor.

Ele levantou o travesseiro, pronto para atacar de novo.

Naquele exato segundo, uma empregada bateu na porta, avisando que o almoço estava servido e que eles deviam descer.

Erick Olimpio fez uma expressão de total inocência. Ricardo estreitou os olhos:

— Vou deixar passar dessa vez.

Erick apenas riu baixinho, balançando a cabeça.

Frustrado, Ricardo jogou o travesseiro na cama e saiu marchando do quarto.

Os dois desceram as escadas, um atrás do outro.

O incidente de mais cedo ainda estava fresco. Quando chegaram à sala de jantar, Vovô Olimpio já estava sentado na cabeceira da mesa, com uma expressão fechada.

Erick o cumprimentou com educação, e Ricardo fez o mesmo.

Vovô Olimpio ignorou o neto completamente e virou-se para Ricardo:

— Sinta-se em casa, meu rapaz. Coma o que quiser.

Sendo tratado feito fantasma, Erick simplesmente puxou a cadeira e sentou, sem se abalar. Até preferia assim.

Ricardo lançou um olhar provocador para Erick.

Mas Erick nem percebeu. Já estava se servindo, de bom humor.

Vovô Olimpio bateu na mesa:

— Eu nem toquei nos talheres e você já está comendo?

Erick parou com os hashis no ar. Ele os abaixou, estendeu a mão na direção do avô e disse:

— Vovô, por favor. O senhor primeiro.

Vovô Olimpio resmungou, pegou um pedaço de carne e colocou no prato de Ricardo:

— Coma bastante. De preferência, coma a parte do Erick também.

— Pode deixar! Obrigado, Vovô Olimpio. — respondeu Ricardo, todo sorridente.

Erick esperou o avô comer a primeira verdura e então voltou a usar seus hashis. Mesmo assim, não escapou de mais um resmungo do velho.

— Que cara é essa? Te dar comida por acaso é um castigo? — disparou Vovô Olimpio.

Ricardo abaixou a cabeça, segurando o riso.

Erick parou de mastigar. Ele virou o rosto para o avô e, lentamente, abriu um sorriso exageradamente radiante.

Sem desfazer o sorriso colossal, pegou uma verdura e a levou à boca, mastigando com uma expressão de pura felicidade forçada...

Ricardo Loureiro quase cuspiu a comida. Teve que fazer um esforço sobre-humano para não engasgar de tanto rir.

Vovô Olimpio bufou mais uma vez e voltou a mimar Ricardo:

— Coma mais. Se faltar, eu mando fazerem outra rodada.

Diante de tanta hospitalidade, o prato de Ricardo logo virou uma montanha de comida.

Ricardo lançou um olhar debochado para o amigo. Parecia dizer: *O jogo virou, não é, Erick Olimpio?*

Finalmente, o almoço acabou. Erick limpou a boca com o guardanapo e anunciou:

— Vovô, estou indo para a empresa agora.

O velho estreitou os olhos, avaliando o rosto do neto:

— Você passou remédio nisso aí?

A voz era áspera, quase como um interrogatório de polícia. Não parecia nem um pouco com preocupação.

Erick não queria dar motivos para mais broncas e respondeu obediente:

— Já passei, sim.

Vovô Olimpio desviou o olhar e murmurou:

— Colheu o que plantou.

Erick suspirou de leve:

— Então, eu já vou indo, vovô.

— Você não ia dirigir?

— Espera... deixa eu terminar de rir primeiro. — pediu Ricardo, limpando uma lágrima do olho.

Erick revirou os olhos, sem paciência, e abriu o WhatsApp para ler o histórico de conversas com Alice Rocha.

Ela devia estar no meio do expediente, então ele não queria atrapalhá-la mandando mensagem. Apenas rolava a tela, lendo as mensagens antigas.

Quando Ricardo finalmente se acalmou, esticou o pescoço de fininho e viu Erick com aquele sorriso bobo no rosto, relendo o chat.

Sentindo arrepios de tanta melosidade, Ricardo esfregou os braços:

— Erick Olimpio, você tá bem da cabeça?

Erick guardou o celular calmamente, olhou para o amigo e rebateu:

— Um solteirão encalhado como você jamais entenderia.

— O que você quer dizer com isso? — Ricardo rangeu os dentes.

— Apenas constatando fatos. — Erick deu de ombros.

Ricardo bufou de raiva:

— Pode esperar! Logo, logo eu saio da pista!

Erick o ignorou com um sorriso cético.

Falando no diabo, o celular de Ricardo vibrou com uma notificação.

Como ainda não tinha dado a partida no carro, ele pegou o aparelho. Seus olhos brilharam na hora.

Era uma mensagem de Francisca Passos.

Francisca perguntava se ele ainda estava na Cidade Capital. Disse que tinha acabado de pousar no aeroporto e mandou ele ir buscá-la.

O coração de Ricardo deu um salto.

Ela não apenas o havia tirado da lista de bloqueio, como tinha viajado até a Cidade Capital para vê-lo! Ele estava tão emocionado que as mãos suavam.

Digitou na velocidade da luz: [Fechado! Me espera aí que eu tô indo te buscar!]

A resposta de Francisca veio num balde de água fria: [Não precisa. O meu irmão já tá vindo me buscar.]

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