Ricardo Loureiro estalou a língua, desistindo de tentar entender. Apenas seguiu Erick Olimpio para dentro do shopping, até encontrarem a loja de uma famosa marca internacional de cosméticos.
Erick tirou a máscara e perguntou diretamente à vendedora se havia algum produto capaz de esconder machucados no rosto. A mulher, extremamente profissional, não demonstrou o menor espanto. Com calma, recomendou uma base de alta cobertura e um corretivo, e se ofereceu para aplicar no rosto dele ali mesmo, explicando o passo a passo.
Quando terminou, ela ergueu um pequeno espelho para Erick avaliar o resultado.
A mistura da base com o corretivo realmente deu uma disfarçada no desastre, mas o milagre não era completo. Se alguém olhasse de perto, ainda veria a sombra roxa sob a pele.
As sobrancelhas de Erick se uniram de forma perigosa. A irritação voltou com força total.
Ele encarou a vendedora:
— Vocês não têm nada melhor que isso?
A vendedora sorriu de forma apologética, balançando a cabeça.
— Lamento, senhor. Nenhuma base no mundo consegue cobrir um hematoma desse nível com perfeição. Esse é o melhor resultado possível.
O rosto de Erick ficou ainda mais sombrio.
As outras funcionárias da loja se encolheram em seus cantos, com medo de que o ricaço temperamental fosse surtar ali mesmo.
Mas, com um olhar de puro nojo para o próprio reflexo, ele apenas mandou a vendedora embalar os produtos.
De volta ao carro, Erick tirou a base e o corretivo da sacola. Segurou a esponjinha com cuidado e, virado para o espelho retrovisor, tentou aplicar mais algumas camadas sobre as áreas arroxeadas.
Tirando as festinhas de dia das mães no jardim de infância, Erick nunca tinha usado maquiagem na vida. Era a sua primeira vez. Ele tentava imitar os movimentos que via Alice Rocha fazer, dando batidinhas com a esponja sobre a pele.
A cena no espelho era cômica. Erick, com uma expressão de morte, segurando uma esponja de maquiagem, aplicando base, depois corretivo, batendo na própria cara.
Qualquer um que visse a seriedade absurda no olhar dele acharia que ele estava desarmando uma bomba nuclear.
No banco do motorista, Ricardo tentava segurar a risada, mas não conseguiu.
— Quem diria, hein? — ele gargalhou. — Erick Olimpio se maquiando. Essa eu vou guardar pro resto da vida.
Ricardo ia rebater, mas foi interrompido pelo som do celular de Erick, sinalizando uma nova mensagem.
Erick baixou a cabeça para olhar o aparelho. Ricardo suspirou, dramático.
— É, meu irmão, os velhos tempos não voltam mais. Cadê aquele cara solteiro que não devia satisfação a ninguém? Agora olha você aí, morrendo de medo da namorada.
Enquanto falava, Ricardo notou algo impressionante.
Erick olhava para a tela e, aos poucos, um sorriso leve e genuíno se formou nos lábios dele. Ele digitava a resposta rapidamente.
A aura gelada e intimidadora de Erick desapareceu em um piscar de olhos, sendo substituída por um brilho quente, quase como o sol derretendo o gelo no início da primavera.
A mudança foi gigantesca.
Curioso, Ricardo esticou o pescoço para espiar a tela.
Não deu outra. Era uma mensagem de Alice Rocha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Amor que Você Enterrou
Adoroooo o Erick.... Ele é de opinião, ele é o homem certo para Alice....
AFF ... 2 ataques Estou com ansiedade Não e possível que a Alice vai acreditar...
Juro que vou parar de le se esse velho fazer do aniversario do Erick o noivado com essa Lavinia. Pelo amor Deus os 2 agora que ta namorando, ja ficaram separados muito tempo. Ele sempre foi apaixonado e agora que ele conseguiu o amor dela e ela pela primeira vez e amada como deveria. Agora ela pode ter a Tina com o Erick e ser feliz...
Credo!!!!! Mas faltam muuuuitos diálogos!!!!!...