Alice Rocha não aguentou e deu uma risada. Bateu de leve nas costas dele.
— Sonha.
As portas do elevador se abriram. Uma exclamação abafada soou do lado de fora.
Alice Rocha ergueu os olhos e viu uma garota parada ali, olhando para eles com o rosto em chamas.
Ela apertou os lábios, deu mais um tapinha nas costas dele.
— Levanta, vamos sair.
Erick Olimpio obedeceu prontamente e se deixou ser conduzido para fora do elevador.
A garota continuou com o rosto vermelho, olhando para o chão, sem encará-los.
Eles estavam no lobby do hotel. As portas principais estavam abertas, deixando o vento gelado entrar.
Alice Rocha pediu que ele ficasse parado enquanto abotoava a camisa dele.
Seguindo as ordens do vovô Olimpio, um funcionário do hotel já estava de prontidão com um casaco. Assim que os viu, correu até eles e ofereceu a peça.
— Diretor Olimpio, está frio lá fora. Vista isso primeiro.
Alice Rocha pegou o casaco. Erick Olimpio se curvou, dócil, olhando fundo nos olhos dela, permitindo que ela o vestisse.
O funcionário hesitou por um momento, observando os dois com cautela.
— Diretor Olimpio, já preparamos um carro para levá-lo ao hospital. O senhor gostaria...
Erick Olimpio olhou para Alice Rocha. Enquanto abotoava o casaco, ela respondeu:
— Não precisa. Já pedi para o motorista encostar o meu carro. Não queremos incomodar.
O funcionário olhou para fora e viu uma van executiva preta parada na entrada.
Ele recuou, respeitoso.
— Compreendido.
Alice Rocha olhou para o rapaz. Alguma lembrança lhe ocorreu, mas ela preferiu não dizer nada. Apenas ajudou Erick Olimpio a entrar no carro.
Ela já havia instruído o motorista. Assim que entraram, ele acelerou rumo ao hospital mais próximo.
No banco de trás, Erick Olimpio encostou a cabeça no ombro de Alice Rocha. Abraçado ao braço dela, ele fechou os olhos, os lábios entreabertos, soltando baforadas quentes.
Ela levantou a mão e tocou a testa dele. Franzindo as sobrancelhas, comentou:
— Está muito quente.
A pele dele queimava, mas a mão de Alice Rocha estava fresca.
Aquele contraste quase o fez perder o controle e fazer alguma loucura inapropriada. Ele fechou os olhos com força, reprimindo o instinto.
Com o corpo tenso, Erick Olimpio puxou a mão dela e a apertou firme.
— Alice...
Alice Rocha olhou para baixo e, por acaso, notou uma protuberância nada normal no colo dele. Seu olhar congelou, e ela desviou o rosto devagar.
De repente, a garganta dela secou. Passou a encarar a janela, vendo as luzes da rua passarem como borrões.
Sem querer, a cena que acabara de ver voltou à sua mente. Pensou consigo mesma que, de fato, Erick Olimpio era muito bem dotado.
O silêncio reinou no carro. Sentindo-se em uma zona de segurança absoluta, ele relaxou o corpo e se apoiou completamente nela.
E foi justamente esse relaxamento que fez o efeito da droga, antes reprimido, voltar com força total. Respirando o aroma que era só de Alice Rocha, o fogo dentro dele começou a subir.
Ele não conseguia evitar a vontade de sentir a presença dela. A química o estava dominando. Com um esforço descomunal, ele se afastou, escorando-se do outro lado do banco.
Achando que ele havia escorregado sem querer, Alice Rocha estendeu a mão na direção dele.
Erick Olimpio deu um sorriso amargo. Pegou a mão dela e a acariciou intensamente, como se bebesse veneno para matar a sede.
O silêncio do outro lado foi absoluto.
Com um suspiro no fundo do peito, Alice Rocha continuou:
— O Erick Olimpio já está no hospital. Fez exame de sangue, foi medicado e agora está dormindo no soro. Está tudo bem. Não precisa se preocupar.
Lavínia Osório demorou a responder, soltando apenas um "ah" abafado.
— Tem mais alguma coisa que queira saber? — perguntou Alice.
Lavínia mordeu os lábios.
— O vovô Olimpio e os outros estão investigando tudo, não têm tempo para ir cuidar dele.
— Eu sei.
— Em qual hospital o Erick Olimpio está? Eu vou pra aí agora mesmo.
Alice Rocha conferiu as horas.
— É muito tarde. Tem certeza de que quer vir?
A intenção dela era apenas avisar que, sendo tarde da noite, seria perigoso para Lavínia sair sozinha.
Mas a herdeira interpretou de forma completamente diferente.
A voz de Lavínia Osório soou ríspida:
— Tenho certeza! Eu sou a noiva do Erick Olimpio, por que não poderia visitá-lo? Alice Rocha, EU sou a noiva dele!
O peito de Alice Rocha pesou. Aquela velha irritação começou a subir.
Lavínia continuou disparando:
— Estou tão arrependida. Se eu tivesse percebido que tinha algo errado com ele, se eu não achasse que ele só estava bêbado... se eu tivesse visto que ele foi drogado, quem o teria levado ao hospital seria eu, e não você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Amor que Você Enterrou
Adoroooo o Erick.... Ele é de opinião, ele é o homem certo para Alice....
AFF ... 2 ataques Estou com ansiedade Não e possível que a Alice vai acreditar...
Juro que vou parar de le se esse velho fazer do aniversario do Erick o noivado com essa Lavinia. Pelo amor Deus os 2 agora que ta namorando, ja ficaram separados muito tempo. Ele sempre foi apaixonado e agora que ele conseguiu o amor dela e ela pela primeira vez e amada como deveria. Agora ela pode ter a Tina com o Erick e ser feliz...
Credo!!!!! Mas faltam muuuuitos diálogos!!!!!...