— Ah, Gro!
Que belo funcionário.
Foi só passar um tempo com aquela garotinha e ele já se esqueceu de quem realmente dá as ordens?
— Já entendi. — respondeu Alistair.
Ele desligou.
A linha ficou muda, e o escritório de Henrique mergulhou em um silêncio total.
Henrique Farias acendeu um cigarro, deu duas tragadas, e a imagem da frieza de Estrela Loureiro nos últimos tempos cruzou a sua mente.
— Heh.
O seu riso carregava uma pitada de amargura.
A vida realmente era feita de ironias.
Quando Felipe Silveira tratava Estrela daquele jeito, Henrique sentia vontade de cortá-lo em mil pedaços.
Mas agora, era ele mesmo quem estava sendo afastado do coração dela.
E tudo em tão pouco tempo.
Ele terminou o cigarro.
Em seguida, ligou para Felipe Silveira. O telefone foi atendido rapidamente.
— O que foi, Sr. Farias?
Esse simples "Sr. Farias" deixava claro que qualquer laço de fraternidade entre os dois estava completamente rompido.
Tinha acabado ainda na Cidade R.
Quando Henrique demonstrou abertamente a intenção de roubar Estrela Loureiro para si, e até a ajudou a prender Felipe na Cidade R, a amizade deles chegou ao fim.
— As coisas aqui no país Y são muito mais complexas do que você imagina. É melhor você parar de tentar se aproximar dela. — disse Henrique.
Apesar de Henrique saber que Felipe Silveira nunca faria mal a Estrela.
Mas cada atitude dele influenciava a capacidade de Estrela de julgar a situação com clareza.
Como, por exemplo... o fato de Felipe ter investigado aquela mulher morta.
Henrique foi direto ao ponto.
Do outro lado da linha, Felipe Silveira soltou uma risada irritada.
— Henrique, acho que você não entendeu uma coisa. Ela é a minha mulher.
— Nós ainda não nos divorciamos! — completou Felipe.
Ao mencionar o fato de que eles não eram divorciados...
Os dedos de Henrique apertaram o telefone com força.
Se não é uso, o que mais poderia ser?
— E também tem o motivo pelo qual você ajuda a Beatriz Viana... — continuou Felipe.
— Eu ajudo a Beatriz Viana, mas não pela razão que você está pensando.
— Aquela mulher...
— Aquela mulher não é nenhum amor inesquecível do meu passado! — Henrique interrompeu Felipe, perdendo a paciência.
— Não é? Então por que você protege tanto a irmã dela?
E ainda dizia que não era o grande amor da sua vida!
Quando investigaram aquela mulher, a primeira conclusão foi óbvia: ela ocupava um lugar sagrado no coração de Henrique Farias.
Caso contrário, Henrique nunca teria protegido Beatriz Viana com tanto zelo.
E agora Henrique dizia que ela não era um amor inesquecível? Como isso seria possível?
— Desde quando eu te devo satisfações? — retrucou Henrique.
— Você não me deve nada. Mas a Estrela também não vai ouvir as suas explicações agora.
— Henrique Farias, o mundo dá voltas. Agora é a sua vez de provar do próprio veneno!
Henrique cerrou os dentes, em silêncio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...