Aquele cachorro, ele a assombrava como um fantasma que se recusa a ir embora.
— O Sr. Felipe me ordenou que, a partir de hoje, eu a acompanhe. — disse Juliano.
— Me acompanhe?
— Sim. Ou, se a senhora preferir ir comigo para Mar Nugre, também serve!
Juliano falou em um tom monótono.
Sua expressão era apática. Durante anos, ele só recebia missões brutais.
Era a primeira vez que recebia ordens para ser guarda-costas de uma mulher.
Juliano estava bastante insatisfeito com isso.
Mas ordem era ordem, ele precisava obedecer!
Ele até tinha tentado resistir, sugerindo que Júlio viesse em seu lugar, mas Felipe insistiu violentamente que fosse ele.
— Pode ir embora.
Estrela sabia muito bem por que Felipe estava fazendo aquilo.
Ultimamente, até ela sentia o caos silencioso tomando conta do país Y.
Felipe provavelmente também havia percebido o risco...
Mas qual era a verdadeira intenção dele ao enviar aquele brutamontes? Protegê-la, ou agir pelas suas costas?
Era óbvio!
Estrela Loureiro não confiava em mais ninguém.
Falando em proteção, em Cidade R, Henrique Farias também supostamente a protegia.
E no que aquilo deu?
E agora, Felipe mandava alguém para ser sua sombra — um homem que claramente exalava perigo e habilidade.
Ter alguém assim por perto, com segundas intenções, seria uma ameaça impossível de prever...
Lidar com Henrique já a deixava esgotada a ponto de querer fugir.
E agora Felipe aparecia no tabuleiro!
Resumindo: ela não confiava em Henrique, e confiava menos ainda em Felipe.
Estrela deu as costas e caminhou em direção à entrada.
No entanto, agindo como se não a tivesse escutado, Juliano a seguiu de perto.
Percebendo os passos firmes atrás de si, Estrela virou-se, franzindo a testa:
— Por que você está me seguindo?
— Foram ordens do chefe. Preciso protegê-la em tempo integral.
— Eu pareço precisar de proteção?
No momento, ela não precisava de nada!
— A senhora precisa!
Estrela Loureiro: "..."
— Embora seja a princesinha da família Cavendish, a senhora precisa!!
— O Juliano já chegou? Tão rápido?
— Se foi rápido ou não, não me interessa. Mande-o de volta.
— Deixe que ele a acompanhe. Ele é excelente em combate. Se acontecer alguma emergência, ele poderá te tirar daí com segurança.
— Felipe Silveira, acho que você ainda não entendeu a situação. Eu não fui clara o suficiente antes?
Será que as retaliações que ela havia aplicado nele em Cidade R não tinham sido fortes o bastante?
— Você foi muito clara, mas eu não aceito. Você ainda é minha esposa.
— Como assim não aceita? Você só quer agir igual ao Henrique Farias, jogando as suas peças no país Y com algum propósito sujo.
Felipe Silveira: "..."
Ao ouvi-la dizer aquilo, ele sentiu finas pontadas de dor no coração.
Ele sabia que Estrela estava bloqueada para ele.
Mas não imaginava que, na mente dela, ele a estaria reduzindo a um peão de xadrez.
— Você acha que eu estou te usando como uma peça?
Uma peça...
Embora nada estivesse provado!
Mas, para Felipe, era indiscutível que Estrela era exatamente isso sob o domínio de Henrique Farias.
Henrique, com absoluta certeza, a usaria para concluir seu jogo de poder!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...