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Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela romance Capítulo 878

Felipe Silveira já havia colhido muitas informações privilegiadas sobre a situação em torno de Estrela Loureiro.

Sim, ela era a irmã de sangue de Alistair Cavendish!

Mas a tempestade que ela estava prestes a enfrentar não era brincadeira.

Exatamente por ser uma herdeira da Família Cavendish, havia correntes invisíveis ao redor do pescoço dela. Escapar não seria tão simples assim.

Felipe Silveira entendia o que ela estava tentando fazer...

Ir para o País R, um lugar sem Henrique Farias e sem a asfixia da Família Cavendish, buscando apenas viver uma vida simples e em paz.

Mas, aos olhos de Felipe, aquilo era pura ilusão!

Estrela Loureiro prendeu a respiração.

Ao ouvir o tom grave de Felipe, seu peito apertou.

— O que você sabe?

— Ser a princesinha da Família Cavendish não é tão fácil assim. — respondeu ele, com uma voz densa e sombria.

Estrela Loureiro ficou em silêncio.

Não era fácil, é?

Antes de voltar para o País Y, ela realmente não tinha pensado muito nisso.

Mas as palavras de Felipe refletiam uma verdade brutal. Ela havia percebido que voltar era muito mais doloroso do que imaginava!

— Venha para Mar Nugre. Eu protejo você. — ofereceu ele.

Ao ouvir isso, Estrela Loureiro soltou uma risada rascante.

— Você me proteger?

— Ouça bem o que você acabou de dizer. Não parece uma piada de péssimo gosto?

Se Henrique Farias e Alistair Cavendish foram grandes decepções na sua vida...

A pessoa em quem ela, de longe, menos confiava era Felipe Silveira.

E agora ele vinha falar de proteção!

Proteger, é...

Lá atrás, na Cidade R, quando a ameaça era apenas a corja da Família Silveira, ele não foi capaz de protegê-la com dedicação exclusiva.

E agora? Ela deveria acreditar?

O ser humano é complicado. Quando alguém confia em você, é melhor valorizar isso.

Porque essa confiança é ouro puro. Uma vez quebrada, não há cola no mundo que a junte de novo.

Exatamente como agora...!

A promessa de "proteção" saiu sincera e pesada da boca de Felipe.

Mas, nos ouvidos de Estrela Loureiro, não passou de uma esquete de comédia ruim.

— Eu não estou brincando com você. — murmurou Felipe, a garganta seca.

No fundo, Felipe Silveira e Henrique Farias eram farinha do mesmo saco.

Henrique Farias não estava fazendo exatamente a mesma coisa agora? Ele percebeu que ela não era obediente. Viu que ela era incontrolável.

E foi por isso que toda aquela máscara de carinho e cavalheirismo que ele usava na Cidade R simplesmente desmoronou.

— A sua situação agora é uma bomba-relógio. Eu só quero te ajudar a passar por essa fase. — insistiu Felipe, tentando ignorar a facada.

Quanto aos problemas entre os dois!

Ele sabia que agora não era o momento para desenterrar aquilo, e tinha plena consciência de que Estrela Loureiro provavelmente nunca o perdoaria.

E ele também não estava implorando por perdão agora...

Estrela Loureiro não respondeu.

— Eu vou mandar meus homens buscarem você. Não vá para o País R. — decretou ele.

Saber que ela estava sendo encurralada por aqueles lobos a ponto de fugir para o País R deixava um gosto amargo e insuportável na boca dele.

Sim, era verdade que, quando estavam juntos, ele não tinha feito dela a rainha absoluta de sua vida.

Mas agora, vê-la sendo sufocada pelas garras de Henrique Farias... O sangue dele fervia.

Sem falar em Alistair Cavendish, o próprio irmão biológico dela...

— Não precisa.

A voz de Felipe foi firme como rocha, mas a rejeição de Estrela Loureiro veio cortante como uma guilhotina.

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