— Certo. Vou cuidar de tudo agora mesmo. — respondeu Gro.
Ele saiu da sala.
Deixada sozinha, Estrela Loureiro pegou a pequena tigela à sua frente e tomou todo o caldo que restava em silêncio.
...
Longe dali, em Mar Nugre.
Desde que Felipe Silveira havia retornado ao seu território, ele mantinha o mesmo ritual: enviava mensagens para Estrela três vezes ao dia.
Naquele exato momento, ele acabou de digitar: [Boa noite, minha mulher!]
Amoors apareceu atrás dele e leu o conteúdo da tela com precisão cirúrgica.
Ele não conseguiu segurar uma risada áspera:
— Sua mulher? Hahaha! Ela ainda te reconhece como marido?
Ao ouvir o deboche descarado de Amoors, a expressão de Felipe Silveira escureceu.
Reconhecer?
Hoje em dia, Estrela Loureiro preferia vê-lo reduzido a pó. Como diabos ela iria reconhecê-lo como marido?
Só de pensar na distância gigantesca entre eles no momento, a cabeça de Felipe latejava de dor.
Amoors deu uns tapinhas no ombro dele.
— Um homem não deveria se enforcar por causa de uma única mulher, não importa o quanto seja apaixonado por ela!
— Você falando de mim? Tem moral para isso? — Felipe lançou um olhar cortante para o amigo.
Amoors ficou mudo.
Beleza!
Felipe também conhecia seus podres, então Amoors recolheu a mão, constrangido.
— Você é foda mesmo. Teve a audácia de roubar a mulher do Alistair Cavendish. O fato de você estar vivo até hoje é um milagre.
— Ei, ei, ei! Todo mundo tem telhado de vidro, não vamos jogar pedras. E essa sua palavra não soou muito bem. — reclamou Amoors.
Como assim roubar?
Ele tinha roubado? Ele só tinha...
— Chega. Depois de amanhã temos um grande evento no Mar Negro. Vá se preparar! — Felipe encerrou o assunto pessoal bruscamente.
Quando o tópico mudou para o Mar Negro, a expressão de ambos ficou sombria no mesmo instante.
— Todo mundo diz que Mar Nugre é o meu território. Quem diria que o verdadeiro chefão daqui é você? — comentou Amoors.
Felipe não respondeu.
— A sua mulher não faz a menor ideia de quem você é de verdade, não é? Na Cidade R ela fez aquele inferno com você! E ainda achou que tinha te colocado de joelhos.
Lembrar da guerra que Estrela Loureiro travou contra ele na Cidade R fez uma onda de arrependimento e dor passar pelos olhos de Felipe.
— Mulher de gelo. — murmurou Felipe, a postura fria derretendo em um tom de pura amargura.
Amoors já estava se virando para sair.
Ao ouvir o lamento, virou os olhos:
— Você transformou a vida dela num inferno. Seria um milagre se ela te tratasse com carinho.
Felipe Silveira trincou a mandíbula.
A vontade de arrancar a língua do amigo era grande.
Amoors foi embora.
Logo depois, Júlio se aproximou:
— Chefe.
— Novidades?
Júlio tinha espiões monitorando o País Y. Principalmente os movimentos de Henrique Farias, Alistair Cavendish e, claro, Estrela Loureiro.
Aquela mulher ingênua o deixava preocupado demais...
No passado, ele tinha dado a vida para proteger Beatriz Viana.
Agora, todo o seu instinto de proteção estava canalizado em Estrela Loureiro. Ele tinha pânico só de imaginar que algo pudesse acontecer com ela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...