Fazendo com que ela quisesse desesperadamente escapar...
Ela se sentia como alguém se afogando. Debatendo-se com todas as forças, mas no instante em que esticava a mão, não encontrava nada para agarrar.
— E os homens dele? — ela perguntou, a voz gélida.
— Um deles ficou ferido. A gravidade exata não sabemos.
Estrela fechou os olhos.
Ela teve dois homens gravemente feridos, enquanto ele teve apenas um ferido. E por que os homens dele ousaram sacar armas contra os dela?
A resposta era óbvia. Henrique Farias havia dado a ordem.
Ele queria jogar desse jeito, não é?
Ótimo. Muito bem...
— Passe a ordem para frente. Se o pessoal do Henrique Farias tentar nos impedir de novo, matem!
A última palavra saiu carregada de um ódio implacável.
Se ele não tinha escrúpulos para proteger Beatriz Viana, ela não tinha mais nenhum motivo para pegar leve.
— Sim, senhora! — assentiu Gro.
Logo após o café da manhã.
Henrique Farias apareceu. O olhar gentil que costumava carregar estava visivelmente mais apagado.
Estrela Loureiro soltou o guardanapo sobre a mesa e se levantou.
Betty já tinha chegado.
Durante todo aquele período, Estrela vinha cumprindo com excelência absoluta todas as aulas exigidas por Betty.
Ela estava focada e diligente todos os dias!
Ninguém sabia dizer, porém, se ela estava usando o esforço extremo para anestesiar a própria dor, ou se estava se preparando para algo maior.
Ninguém conseguia decifrá-la...
Muito menos prever do que Estrela Loureiro seria capaz enquanto estivesse com a mente mergulhada em incertezas.
Ao ver que ela estava de saída no exato momento em que ele chegara, Henrique segurou o pulso dela com firmeza.
— Precisamos conversar.
— Não há necessidade!
Três palavras secas e cortantes.
Ao pronunciá-las, Estrela baixou os olhos e o encarou.
Um olhar carregado de absoluta indiferença.
Quando os olhares colidiram, a força dos dedos de Henrique apertando o pulso dela aumentou instintivamente.
Mas ela, que quase nunca dava segundas chances a ninguém, havia acabado de oferecer uma. E Henrique Farias parecia não fazer questão de aceitar.
— Então não temos mais nada para conversar. — concluiu Estrela.
Diante da mudez dele, ela puxou o pulso com violência, libertando-se.
Virou as costas, fria como gelo.
— Tem que ser a vida dela? — a voz de Henrique soou logo atrás.
— Sim, tem que ser!
A resposta de Estrela foi firme, sem sombra de hesitação.
Mas logo em seguida, ela acrescentou:
— E mesmo que eu não tire a vida dela, ela não tem o direito de continuar lá no topo.
No mínimo, deveria ser atirada na lama. Ser arrastada para o inferno...
Estrela virou o rosto levemente para ele.
— Mesmo que seja apenas para ela apodrecer na cadeia. Nem isso você permite?
Aquela já era, de longe, a maior concessão que ela poderia fazer em relação a Beatriz Viana.
Mas Henrique Farias, mais uma vez, a decepcionou profundamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...