Todos sempre disseram que Henrique Farias era um homem contido, que nunca era visto com mulheres!
Quando ele demonstrou interesse por ela...
...todo mundo achou que fosse por causa dela.
Mas a verdade era outra. Ele tinha o coração ocupado por uma mulher que já estava morta.
— Ah! Agora tudo faz sentido. — disse Estrela com um riso amargo. — Eu não conseguia entender por que você estava ajudando a Beatriz Viana.
Se não fosse pelo peso de uma morta inesquecível, por que ele mexeria um dedo por aquela mulher?
Estrela não queria mais ouvir nenhuma palavra sair da boca dele.
Virou-se e continuou a subir os degraus.
Henrique Farias olhou para as costas dela, os punhos cerrados com força.
— Eu não tenho nenhum amor do passado.
Estrela Loureiro não respondeu.
Não tinha?
E o que significou aquele silêncio de minutos atrás?
— Mas, por favor... esqueça que a Beatriz Viana existe, está bem? — pediu Henrique.
Estrela engoliu em seco.
Ao ouvir aquilo, ela travou no lugar novamente!
Dessa vez, não olhou para trás. De pé na escada, ela fechou os olhos, lutando contra o que sentia.
— Então... aquele mês que você me pediu. Foi mesmo só para ganhar tempo, arrumar tudo e mandá-la para um lugar onde ninguém a reconheça, certo?
Era inegável: Felipe Silveira tinha investigado aquilo até a alma antes de vir vê-la.
Afinal, a ajuda repentina de Henrique a Beatriz Viana era suspeita.
Qualquer um tentaria cavar a fundo para descobrir o real motivo.
E Felipe Silveira foi mais rápido que ela e descobriu a verdade.
— Estrela. — ele tentou chamá-la.
— Nem pense nisso! — Ela se virou, os olhos faiscando de fúria e com uma postura inabalável.
Estava mais decidida e feroz do que nunca.
Henrique Farias não disse nada.
O rosto dele voltou a escurecer.
Aquele olhar que ela lançava a ele agora, carregado de um frio cortante e de uma decepção profunda... era exatamente o mesmo olhar que ela costumava lançar a Felipe Silveira.
Só sabiam que os dois haviam se encontrado no parque.
Mas, depois disso, os rastreadores perderam Felipe de vista.
Ao ouvir a falha na vigilância, a expressão de Henrique ficou sombria, e ele desligou o telefone sem dizer mais nada.
Tentou ligar para o número antigo de Felipe. Caixa postal!
Então, ele digitou o número que havia memorizado ao olhar o celular de Estrela mais cedo.
Dessa vez, chamou.
No segundo toque, a ligação foi atendida. Henrique foi direto ao ponto:
— Se eu fosse você, ficaria escondido em Mar Nugre para sempre. Tem muita gente lá fora louca para ver você morto.
— Fazer o quê? — provocou Felipe, com uma voz relaxada. — Suas intenções com ela não são nada boas. Eu não podia deixá-la desprotegida.
Ele carregou aquele desprotegida com uma intimidade proposital.
— Ah! E o que você tem a oferecer agora, Felipe Silveira? Preocupado ou não, o que você pode fazer por ela?
— Então quer dizer que suas intenções são realmente sombrias?
Felipe rebateu com um tom de escárnio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...