Já devia fazer mais de um mês...
Felipe Silveira estava bem mais bronzeado, e seu corpo parecia ainda mais robusto. Vestido com roupas táticas pretas, seus músculos eram claramente definidos.
Estrela Loureiro lançou-lhe um olhar gelado através do vidro abaixado do carro, sem a menor intenção de descer.
— Fale logo. Qual é o motivo? — perguntou ela, seca.
Felipe Silveira estava encostado em um Mercedes Classe G, com um cigarro entre os dedos. A roupa preta ajustada destacava suas pernas longas e retas.
Era muito diferente da postura que ele mantinha na Cidade R.
O Felipe Silveira de agora transbordava uma aura selvagem e perigosa.
— Não vai descer do carro? Está com medo de que eu te devore?
Ele deu um trago no cigarro, o tom arrastado e cínico.
Havia um desapego relaxado na voz dele. O fato de ele conseguir manter essa postura depois de tudo, fez com que Estrela Loureiro sentisse um leve traço de admiração.
Afinal, a Família Silveira tinha perdido absolutamente tudo. Manter a sanidade nessas condições não era para qualquer um.
Um sorriso irônico surgiu nos lábios de Estrela Loureiro.
— Nós estamos no País Y. Acha mesmo que eu teria medo de você?
Quando enfrentou a Família Silveira inteira na Cidade R, ela não tremeu.
Agora, de volta ao País Y, o território da Family Cavendish, o medo era a última coisa que sentiria.
— Então por que a hesitação? — provocou Felipe Silveira.
Estrela Loureiro permaneceu impassível.
Medo, ela não tinha nenhum.
— Desce do carro. A brisa da noite está boa. — insistiu ele.
O clima estava meio abafado, e aquele vento noturno realmente trazia um frescor agradável.
Estrela Loureiro apenas o encarou, calada. Não saiu do carro.
Ela só queria ouvir a verdade e ir embora. Não tinha saco para joguinhos com ele.
— Você é mesmo irmã do Alistair Cavendish? — perguntou Felipe Silveira de repente.
— E o que isso te importa?
— Irmã de sangue? — pressionou ele.
Estrela Loureiro franziu a testa, recusando-se a responder.
— Já fizeram o teste de DNA? Tem certeza de que são irmãos de sangue?
Tomar aquela patada o deixou sem palavras.
— Chega de enrolação. — cortou Estrela Loureiro. — Me diz logo por que o Henrique Farias está ajudando a Beatriz Viana.
— Ele não te contou mesmo?
Estrela Loureiro o encarou, o rosto tenso.
Não contou? Como assim?
Ouvir o tom de Felipe Silveira confirmou suas suspeitas de que havia um segredo sujo e gigantesco por trás de tudo aquilo.
Vendo a expressão confusa de Estrela Loureiro, Felipe Silveira soltou uma risada de escárnio.
— Como eu imaginava. Ele estava jogando sujo com você.
— Qual é o motivo?! — A paciência dela tinha acabado.
Quanto mais Felipe Silveira fazia mistério, mais ela tinha certeza de que a verdade era repulsiva.
— O Henrique Farias por acaso usou a desculpa do tempo para te enrolar?
Estrela Loureiro arregalou os olhos.
A desculpa do tempo... Um mês?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...