No País Y.
Estrela Loureiro estava tomada por uma irritação sufocante.
Ela não tinha visto Henrique Farias o dia inteiro. Ele não havia aparecido, e a noite já tinha caído.
Gro parou diante dela e relatou:
— O Sr. Farias mandou homens para nos impedir de procurar Beatriz Viana.
Estrela Loureiro ficou em silêncio.
Ao ouvir isso, a mão que segurava a caneta travou.
Ela ergueu o olhar para Gro.
— Ele mandou homens para nos impedir?
— Sim. — respondeu Gro, assentindo com uma expressão grave.
Mesmo com Estrela Loureiro deixando claro, com uma postura inabalável, que iria capturar Beatriz Viana custe o que custar...
Agora isso!
A determinação de Henrique Farias em proteger Beatriz parecia igualmente implacável.
Estrela Loureiro respirou fundo.
— Entendi.
— E o que fazemos do nosso lado? — perguntou Gro.
— Continuem procurando!
Essas palavras saíram quase rosnadas por entre os dentes de Estrela Loureiro.
Mesmo que Henrique Farias estivesse decidido a ajudar Beatriz Viana, ela, Estrela Loureiro, estava ainda mais decidida a capturá-la.
Não importava quem entrasse no seu caminho. Ninguém ia impedi-la!
Gro assentiu.
— Vou realocar mais homens para a busca.
— Ótimo.
Estrela Loureiro confirmou com a cabeça.
Gro se retirou.
Ela ficou sozinha no escritório. Naquele momento, seu corpo exalava uma frieza infinita.
Henrique Farias... Ah, Henrique Farias.
Que tipo de homem ele realmente era?
Na Cidade R, ele parecia ser alguém em quem ela podia confiar cegamente.
Por que agora...?
Estrela Loureiro simplesmente não conseguia entender por que Henrique Farias estava protegendo Beatriz Viana com tanto afinco.
Quando Alistair Cavendish voltou para casa...
Ele encontrou Estrela Loureiro sentada sozinha no escritório. Entre os dedos dela havia um... cigarro?
Felipe Silveira mandava cerca de três mensagens por dia, e até ligava para falar sobre os passos de Henrique Farias.
— Quer conversar sobre isso? — sugeriu Alistair Cavendish.
— Alistair, eu posso ir para o País R?
Estrela Loureiro olhou fixamente para ele.
Ao ouvir aquelas palavras que soavam quase como uma fuga, o rosto de Alistair Cavendish, um homem que nunca demonstrava emoções, congelou por um instante.
Logo depois, seu sorriso se tornou ainda mais amável.
— O que foi? O que você vai fazer no País R? Você acabou de voltar para o País Y.
Estrela Loureiro olhou para Alistair Cavendish, em silêncio.
Especialmente ao cruzar o olhar com aqueles olhos tão gentis dele.
Ele era tão cuidadoso...
Mas agora, toda essa gentileza parecia incapaz de lhe passar confiança.
Estrela Loureiro também duvidava muito que ele não soubesse o motivo de ela fazer aquele pedido repentino.
Ela apenas continuou olhando para ele, quieta.
Vendo que ela não ia responder, o sorriso do homem se aprofundou.
— Estar em casa não é bom?!
Ouvir a palavra 'casa' foi como receber uma facada direto no peito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...