Aquela frase, "sofreu muito", finalmente expôs o arrependimento tardio de Felipe Silveira.
Ele admitiu de vez que havia sido um péssimo marido para Estrela Loureiro.
Ele a tinha feito passar por um inferno...
Mas Estrela não recuou:
— Não é da sua conta. Se eu fosse você, me preocuparia em salvar a própria pele. A sua vida não é só o Henrique Farias que quer...
Estrela fez uma pausa estratégica.
Quando voltou a falar, sua voz era uma lâmina de gelo:
— Eu também quero!
Era a mais pura verdade.
Pelos crimes envolvendo sua mãe e Beatriz Viana, ela nunca deixou de querer ver Felipe Silveira morto!
O homem do outro lado da linha ficou em silêncio.
Ouvir Estrela dizer com todas as letras que também o queria morto o fez hesitar.
Logo depois, ele soltou uma risada amarga.
— Eu sei.
Sim, ele sabia...
O caos que ela implantou na Família Silveira não era exatamente para destruir a vida de todos? Ninguém havia escapado ileso.
Sem paciência para continuar ouvindo as lamentações dele, Estrela desligou na sua cara.
Henrique Farias continuava segurando seu pulso.
— Eu tenho que ir. — ela cuspiu as palavras, fria e distante.
— Você acredita nele? — Henrique a fuzilou com os olhos.
Agora há pouco, Felipe Silveira havia sugerido que ele tinha segundas intenções ao acompanhá-la ao País Y.
"Talvez..."
Mesmo sendo apenas uma possibilidade, a palavra "talvez" era a semente perfeita para a desconfiança.
E a desconfiança é o pior veneno. Uma vez plantada, cria raízes profundas.
Estrela Loureiro não piscou.
— E ele está errado?
Quatro palavras cortantes. Combinadas com o olhar glacial que ela lhe direcionou, fizeram o peito de Henrique afundar.
Ela realmente acreditava no Felipe Silveira...
Mesmo depois de tudo ter virado um campo de batalha entre os dois, ela ainda confiava nas palavras dele.
Estrela respirou fundo:
Eles ficaram ali, num embate mudo, enquanto Henrique Farias não dava o menor sinal de que soltaria o pulso dela.
Diante da dureza intransigente de Estrela, Henrique declarou, palavra por palavra:
— Um mês. Apenas mais um mês!
Embora ele não tivesse certeza absoluta de que conseguiria resolver tudo em trinta dias, ver Estrela armada como um porco-espinho o forçou a colocar um prazo limite.
Mas nem isso mudou a expressão no rosto dela.
Estrela olhou para Henrique Farias, não aceitou o prazo e apenas repetiu:
— Eu realmente tenho que ir.
Henrique a encarava de volta, sem afrouxar o aperto.
Foi então que Betty deu um passo à frente, com uma postura igualmente fria:
— Sr. Farias, a senhorita realmente precisa ir.
Elas já tinham perdido tempo demais ali.
Vendo que Henrique continuava sem soltar, Betty reforçou o golpe:
— A senhorita acabou de retornar à Família Cavendish e tem muitos assuntos da família para se inteirar.
A mensagem era clara: Estrela Loureiro era uma mulher importante e ocupada!
Finalmente, Henrique Farias afrouxou os dedos e a soltou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...