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Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela romance Capítulo 815

Homem é assim mesmo, quando chega a hora de desapegar, tem que desapegar.

Foi assim com Felipe Silveira, e agora com Henrique Farias, Estrela Loureiro continuava com a mesma postura...

Aquela noite foi particularmente difícil para Estrela. Ela rolou na cama, imersa em um torpor insone até o amanhecer.

Tanto que, ao se levantar na manhã seguinte, a exaustão estava estampada em seu rosto.

Quando Gro a viu, sua expressão também era de pura tensão.

Estrela sentou-se à mesa de jantar e olhou diretamente para ela.

— Resolveu o assunto da Beatriz Viana? — perguntou Estrela.

Antes mesmo de ouvir a resposta de Gro, ela já sabia no fundo que, muito provavelmente, o assunto não estava resolvido.

Bastava olhar para a cara de Gro.

Gro balançou a cabeça, com o semblante pesado.

— Não.

Não...

Estrela Loureiro ficou em silêncio.

Ao ouvir o resultado, ela não disse mais nada, apenas continuou encarando Gro.

Na verdade, quando ela disse ontem que queria matar Beatriz Viana, a reação de Henrique Farias já deixava claro que isso não seria nada fácil.

E, como o esperado...

No segundo seguinte, Gro explicou a situação.

— Os homens do Sr. Farias chegaram à Colina de Ouro antes de nós e levaram a Beatriz Viana. Para onde exatamente, ainda não sabemos!

Estrela Loureiro não esboçou reação imediata.

Os homens de Henrique Farias a levaram.

Era um desfecho previsível, mas ouvir a confirmação ainda fez o estômago de Estrela embrulhar de desgosto.

Por que tinha que ser o Henrique Farias...?

Os métodos que ele estava usando para proteger Beatriz Viana agora eram tão implacáveis quanto os de Felipe Silveira no passado.

— Senhorita. — chamou Gro.

— Não diga mais nada.

Estrela fechou os olhos, exausta. Ela não queria continuar ouvindo.

— A senhorita não prefere perguntar ao Sr. Farias qual é o motivo de tudo isso?

Dizer que Beatriz Viana era amante do velho Patriarca Farias era simplesmente impossível.

A amante de seu pai? Grande coisa! Ele mal respeitava o próprio pai na maior parte do tempo, que dirá uma amante qualquer.

Naquele momento, um frio cortante tomou conta de Estrela Loureiro...

Gro suspirou, sem saber mais o que dizer.

Estrela pegou a colher e tomou um gole do mingau em sua tigela. Pouco tempo depois, Henrique Farias chegou.

O Henrique Farias de hoje estava diferente.

Havia uma aura gélida ao redor dele.

Era uma presença tão opressora que Estrela a sentiu no exato momento em que ele cruzou a porta.

Ao vê-lo, o mordomo rapidamente ordenou que servissem o café da manhã dele.

Parecia que já sabiam que ele viria, tudo já estava meticulosamente preparado.

Henrique Farias sentou-se ao lado de Estrela e ficou a observando enquanto ela tomava seu mingau em silêncio.

Desde que ele havia entrado, Estrela não ergueu a cabeça uma única vez, negando-lhe até mesmo um olhar de relance.

— Sr. Farias, o seu café da manhã.

— Obrigado. — Henrique agradeceu em voz baixa.

Sua garganta parecia incomodar, deixando sua voz estranhamente rouca e arranhada.

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