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Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela romance Capítulo 812

— Não tenho certeza, mas acho que ele não tinha necessidade de fazer isso. — disse Gro.

Fazer algo assim, sem necessidade alguma...

Isso forçava qualquer um a questionar quais eram os seus verdadeiros motivos.

O peito de Estrela Loureiro afundou em uma angústia silenciosa.

— A senhora não quer ter uma conversa séria com o Sr. Farias? — perguntou Gro.

Estrela Loureiro soltou um suspiro pesado.

— Conversar? Conversar como?

Se tivessem que conversar, não seria agora.

Para ela, se o problema era grande o suficiente para deixá-la desconfiada, então não seria resolvido apenas com palavras.

No passado, quando tinha problemas com Felipe Silveira, eles não conversavam?

E alguma vez isso resolveu alguma coisa?

Além disso...

Enfrentar os problemas de Henrique Farias agora parecia muito mais complicado do que os que teve com Felipe Silveira.

Estrela Loureiro respirou fundo e passou a mão pelos cabelos.

Havia perdido completamente o apetite.

Ela se levantou.

— Fique de olho nos movimentos do Henrique Farias.

Queria ver com os próprios olhos qual era o verdadeiro propósito da vinda dele ao país Y.

Daniela Ribeiro estava certa ao telefone. Por que parecia que as intenções de Henrique Farias no país Y passavam longe de serem simples?

Em tão pouco tempo, a própria Estrela Loureiro já sentia isso. Não era nada simples...

— E quanto ao Sr. Felipe? Devemos dar um aviso a ele? — perguntou Gro.

— Não. — respondeu Estrela Loureiro, friamente.

Avisar Felipe Silveira para quê?

Desde que o assunto com a família Silveira foi encerrado, a vida ou a morte de Felipe Silveira não tinham mais a menor importância para ela.

Se ele morresse nas mãos de Henrique Farias, seria apenas azar dele.

— Entendido. — assentiu Gro.

Estrela Loureiro subiu as escadas.

Parada perto da janela, observando a noite lá fora, ela mergulhou em pensamentos profundos.

Estava prestes a tomar banho quando uma empregada bateu na porta:

— Senhorita, o Sr. Farias chegou.

...

Ao ouvir que Henrique Farias estava ali, Estrela Loureiro franziu levemente a testa.

— Já vou descer.

Mas Alistair lhe dissera para confiar em Henrique.

Ela confiava no julgamento do irmão, mas simplesmente não conseguia baixar a guarda perto daquele homem.

— Estou sentindo você distante. — pontuou ele.

Sim, distante!

Aquela barreira invisível estava estampada nela.

Na Cidade R, ela não agia assim com ele!

— Aconteceu alguma coisa? — continuou o homem.

Ao ouvir a pergunta, o olhar de Estrela Loureiro tornou-se ainda mais insondável.

— Na Cidade R, não deixamos tudo resolvido entre nós? — insistiu Henrique Farias.

Portanto, não havia razão para aquele afastamento agora.

— Você ajudou Beatriz Viana. — disparou Estrela Loureiro.

Ele queria ser direto? Ótimo... Ela seria direta.

Queria ouvir exatamente que desculpa Henrique Farias daria.

De qualquer forma, aquela história de que Beatriz Viana era amante do pai dele era algo que ela não engolia de jeito nenhum.

...

A franqueza repentina de Estrela Loureiro fez a expressão de Henrique Farias congelar.

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