Na manhã seguinte.
Henrique Farias apareceu novamente. Vestia roupas casuais, mas o tecido impecável não conseguia esconder a aura nobre que ele exalava naturalmente.
Devido aos avisos de Alistair Cavendish na noite anterior, Estrela Loureiro estava ainda mais focada nos compromissos que teria pela frente.
Principalmente porque Alistair avisou ao sair que ficaria fora por vários dias.
Isso só fez Estrela perceber o quão curto era o tempo que tinha para entender a fundo os negócios da família!
Ela precisava correr contra o relógio.
Quando Henrique chegou, Betty estava terminando de repassar a agenda do dia com Estrela.
— Pode adicionar mais um compromisso. — pediu Estrela.
Henrique não sabia os detalhes do que estava sendo adicionado, mas ver Betty acompanhando Estrela de perto deixava claro que os assuntos envolviam a Família Cavendish.
Ele preferiu não perguntar muito.
Apenas sentou-se de frente para Estrela. O mordomo, atento, logo providenciou o café da manhã para Henrique.
Ele havia chegado mais tarde que no dia anterior.
Estrela o observou. Quis dizer algo, mas as palavras morreram na garganta...
Henrique percebeu claramente o distanciamento dela.
Ele sorriu, suavemente.
Foi o tipo de sorriso que atingia a alma!
Verdade seja dita: quando esse homem não tinha segundas intenções, ele era absolutamente letal.
Que mulher não se perderia em um sorriso daqueles?
Mesmo que Estrela não fosse do tipo iludida, ainda era difícil resistir à ternura no olhar de Henrique.
— Por que está tão calada? — perguntou ele.
— Cansei muito nos últimos dois dias. Estou sem energia. — mentiu ela.
A verdade é que ela não sabia o que dizer.
Gro ainda estava investigando!
E ela só podia rezar para que não descobrissem algo que ela preferia não saber.
— Estrela.
— Hum?
— Você pode me perguntar qualquer coisa. Quero que haja sinceridade entre nós.
— Foi Felipe Silveira quem mandou a mensagem?
— Não ligue para ele. Continua o mesmo cínico de sempre. — respondeu ela.
Ele já havia sido baixo o suficiente em tudo que envolvia o casamento deles, mas agora conseguia ser ainda mais sem-vergonha.
Estrela não sabia mais como descrever o nível de cara de pau daquele canalha.
Mandando mensagens de manhã e de noite.
Bom dia... Boa noite!
No passado, ele teve inúmeras chances de dizer isso pessoalmente, cara a cara.
Mas e o que ele fez? Ela acordava e ele não estava lá. Ia dormir, e ele também não estava.
Agora resolvia dar bom dia e boa noite. Que sentido isso fazia agora?
A expressão de Henrique continuava péssima, mas ele conteve as palavras.
Estrela saiu acompanhada por Betty.
Assim que ela virou as costas, Henrique entrou no próprio carro. Mal a porta foi fechada, sua voz gélida ecoou na direção de Lucas Oliveira no banco da frente:
— E os homens que enviamos para Mar Nugre? Como estão as coisas?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...