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Rejeitada e traída pelo marido, Acolhida pelo mafioso romance Capítulo 39

Serena suspirou e caminhou de volta para sala de estar.

–Tudo bem, fala. Estou ouvindo– disse séria o encarando.

–Está quase na hora do jantar e você não almoçou, deve comer algo primeiro, ouviu o que o médico falou sobre sua alimentação, estresse e excesso de trabalho–

–Eu encomendo algo depois–

–Eu posso cozinhar para você–

–Cozinhar? Você?– perguntou confusa

Dominic sorriu –Claro, eu sei cozinhar, ou então eu morreria de fome–

–Bom, nem todos tem essa "habilidade"–

–Você ê boa em várias outras coisas, eu posso cuidar da comida enquanto você cuida das crianças– disse sorrindo e viu a outra corar.

"crianças? Que besteiras ele está falando agora?"

Serena coçou a garganta se recompondo –A Cozinha é ali, não sei o que tem para cozinhar pois eu raramente uso–

–Certo– Dominic caminhou em direção a cozinha sub o olhar atento de Serena, mas parou e se virou para ela. –Não vem me ajudar?–

–Ajudar? Eu nem sei cortar uma cebola–

Dominic sorriu mais –Eu não vou dar a você uma tarefa tão perigosa e arriscada como cortar uma cebola–

–Continue fazendo graça– disse ela indo até a cozinha tentando conter seu riso gostando daquela situação.

Logo os dois já estavam na cozinha preparado a sopa que era o mais simples e rápido. Dominic estava com a panela no fogo e apenas pedia Serena para lhe dar uma coisa ou outra enquanto ela prestava atenção em tudo como uma criança curiosa vendo algo pela primeira vez. Afinal, nunca precisou cozinhar em toda sua vida, e nunca esteve tão perto do fogo e de uma panela fervente.

Serena estava sentada na mesa como Dominic tinha lhe dito, e observava o grande homem com aparência de criminoso, vestindo aquele avental de cozinha, e concentrado em sua tarefa como se fizesse algo muito importante que requeria toda sua atenção. Ela não pode deixar de sorrir observando aquela imagem tão caseira, tão quente e aconchegante, se perguntava se era assim que os casais normais viviam.

–Pronto– Dominic pousou o prato de sopa na frente de Serena e olhou para ela que o encarava de volta e assim os dois ficaram, olhando um para o outro como se tivessem parado no tempo.

Dominic não pode se conter e foi diminuindo a distância entre eles até sentir o hálito dela em seus lábios, e fechou levemente os olhos. porém, viu Serena virar o rosto e se afastaram.

Dominic coçou a garganta e se sentou na cadeira de frente para ela onde estava seu prato de sopa.

–Prove–

Serena olhou para sopa que tinha muito bom aspecto, e deu uma colherada que fez seus olhos se arregalarem e suas papilas gustativas dançarem.

–Está boa?–

–está muito deliciosa! Onde aprendeu a cozinhar assim?– perguntou dando outra colherada.

–Com a minha mãe–

Serena voltou a olhar para ele.

–Eu e ela éramos inseparáveis até porque só tinhamos um ao outro no mundo, eu ia as comprar com ela, ajudava ela a cozinhar e vender na nossa banquinha. E no orfanato também passei a ajudar na cozinha, cozinhar me fazia lembrar dos tempos que passei com ela– Dominic olhava para sua Sopa enquanto falava com um ar triste e vago.

–Como... Como ele morreu?–

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