1 DIA ANTES.....
Alexander andava de um lado para o outro enquanto o pessoal de Dominic procurava a localização do número. Seu coração batia acelerado com a possibilidade de algo ter acontecido com Leila, não conseguia pensar no que faria, jamais se perdoaria por não ter conseguido protegê-la.
–Achamos!– gritou um dos homens que mexia nos computadores, e Alexander se aproximou junto de Dominic.
–O Sinal vem de um porto em Valência, há cerca de 4 horas daqui–
–Mande a localização para mim, vamos!– disse Dominic indo na frente e Alexander foi logo atrás com vários homens atrás deles.
Os carros andavam pelas estradas quase desertas da madrugada a toda velocidade, até que chegaram ao porto de onde vinha o sinal
Alexander desceu do carro mal o carro estacionou, e os homens armados fizeram o mesmo.
–Toma, vem comigo– Dominic entregou uma arma para Alexander e seguiram entre os conteiners até que viram um grupo de homens sentados a volta de uma fogueira bebendo.
–Parados! Ninguém se mexe!– gritou Dominic e os homens se levantaram todos assustados com as mãos para cima.
Alexander avançou até eles, e pegou num deles lhe desferindo um forte soco.
–Onde está ela?!– gritou enraivecido.
–N-no container azul, nos só estávamos seguindo ordens, por Favor não nos machuque!– implorou o homem.
–Elas?– perguntou confuso.
–Sim, as garotas que seriam vendidas–
O Olhar de Alexander escureceu, e começou a desferir vários golpes no homem.
–Hey para! Já chega– Dominic segurou Alexander. –Vai ver ela, eu cuido deles–
Alexander lançou um olhar para o homem, e logo seguiu com alguns homens até o contentor azul, arrombaram a fechadura, e vários gritos femininos de susto se ouviram de dentro.
Um dos homens com Alexander acendeu uma lanterna trazendo luz ao contentor onde estavam várias mulheres abraçadas entre si sentadas sobre colchões no chão tremendo de medo e pavor.
Alexander cerrou o punho ao pensar que Leila estaria ali, e rapidamente entrou no contentor.
–Leila! Leila!– chamou olhando para cada garota, até que no fundo do contentor, jogado no chão metálico, estava o pequeno corpo espancado cheio de hematomas.
–Leila...– Alexander sussurou com o coração apertado, e rapidamente foi até ela e se agachou.
–Leila, Leila– chamou ele puxando o corpo pequeno e fraco para seu colo, e viu aquele rosto que há muito não via, todo machucado.
–A-Alex... Você... Você veio– disse com a voz arrastada forçando um fraco sorriso em seus lábios machucados.
–É claro que eu vim, quem fez isso com você? Me diz!–
Leila apenas olhou para ele com seu sorriso fraco. –Você... você está aqui, v-você veio me buscar, eu posso... Posso olhar para você uma última vez, e isso... I-isso é o que importa...– Leila levantou sua mão fraca tocando o rosto de Alexander. –que você não me esqueceu... Q-que você veio até mim, m-meu amor...–
Alexander sentiu a mão dela deixar seu rosto e os olhos se fecharem.
–Leila! LEILA!!!!–
.......
Dominic chegou ao hospital e viu Alexander andando de um lado para o outro em frente a porta de um quarto, e se aproximou dele.
–Como ela está?– perguntou Dominic.
–Os médicos ainda estão cuidando dela. Pegou os desgraçados que fizeram isso?– perguntou com Raiva mal contida.
–Eu interroguei cada um deles, são apenas capachos que transportavam as garotas, estão saindo da Ásia e seriam vendidas aqui, ninguém deles conhece o Mandante–
–Maldição!–
–Eu vou continuar investigando. Não há porcos que eu detesto mais que aqueles que fazem trafico de pessoas–

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