Semanas depois....
Alexander entrou no edifício da empresa e todos pareciam prender a respiração quando ele passava. Todos sabiam do imenso amor dele por Leila, e que a partida repentina dela, certamente o tornaria ainda mais amargo e exigente, ou seja, se antes todos já pisavam em ovos na presença dele, agora todos tinham de pisar em ovos e vidros.
Alexander entrou em sua sala seguido por seu assistente, e foi se sentar.
–Como estão as buscas?–
–Ainda não encontramos nada senhor. Certamente o Senhor Heitor usou seus meios para tirar a senhorita Leila do país e por isso não há rastos–
–Inferno!– Alexandre bateu o punho contra mesa. estava ha semana procurando por Leila usando todos seus meios e influência, e nada. até porque, mesmo todos o temendo e respeitando como sucessor dos Riva Palácio, seu pai ainda era o Líder, e a palavra dele tinha mais peso.
–Continuem a procurando, contrate investigadores de fora e discretos para que o meu pai não interfira–
–Sim senhor– O Assistente saiu.
Alexandre girou em sua cadeira ficando de frente para vidraça que tinha a vista da cidade.
"Meu amor, onde você está?"
Alexander ouviu batidas na porta e permaneceu em silêncio esperando que a pessoa fosse embora, mas a pessoa continuou insistindo, e já irritado, ele se virou na cadeira e soltou um "Entre" só para ver a cara da pessoa que estava buscando a morte por perturbá-lo mesmo após ele ter dado ordens claras de que não queria ser incomodado.
A porta foi aberta e uma mulher vestindo uma saia social cinza, terno justo, cabelo preto preso, olhos pretos por baixo dos óculos de uma armação grossa, sem maquilhagem, carregando uma bolsa e uma pasta de documentos na mão, Entrou na sala.
–Com licença– pediu a mulher entrando na sala.
Alexander olhou curioso para mulher que não era uma funcionária da empresa, mas sentia que ja tinha visto aquele rosto em algum lugar.
–Se aproxime– mandou com a voz moderada, mas seus olhos perspicázes ainda pairavam sobre a mulher a analisando minuciosamente.
A mulher caminhou com segurança até perto da mesa, e deixou sua pasta de documentos sobre a mesa.
Alexander olhou para pasta sem a tocar, e levantou seus olhos para mulher buscando uma explicação do que era aquilo.
–Bom dia senhor Riva Palácio, Sou Milena Garcia, Vim para vaga de secretária–
O rosto de Alexander se endureceu ainda mais. Vaga de secretária? Quem tinha dito que a vaga de Leila estava aberta? Quem tinha ousado começar a chamar candidatas?
A mulher olhou para o homem que tinha os olhos fixos sobre seu currículo ainda fechado, e o punho cerrado ao lado do documento.
–Se abrir o meu currículo vai ver que tenho experiência em empresas de grande porte como essa, sei falar mais de 10 línguas, tenho licenciatura, mestrado e Doutorado em...– A mulher continuou a falar, e Alexander continuava olhando para o mesmo ponto ainda pensando em quem tinha se atrevido a chamar alguém para ocupar o cargo de Leila, certamente seu pai para o aborrecer e o forçar a se esquecer de Leila.
–E também...–
–Cale a boca– disse ele de forma grosseira e rude interrompendo a falação dela.
–Como?– perguntou ela incrédula no que tinha acabado de ouvir.
–Eu mandei você calar a droga dessa boca!– disse levantando a voz entre dentes, e se levantou da cadeira colocando as mãos nos bolsos de sua calça. –quem mandou você aqui? Quem disse a você que aqui há uma vaga?–
A mulher desviou o olhar em silêncio.
–Responda Inferno! Abra a maldita da sua boca para dizer algo útil!–
A mulher se encolheu pelo tom de voz dele, mas logo levantou a cabeça o encarando com o olhar afiado.
–Escute aqui, o Senhor não pode falar assim comigo– disse séria mantendo sua postura firme
Alexander olhou para aquela mulher e tirou uma risada soprada sem graça.
–E quem raios você pensa que é para vir até a minha sala e me dizer como posso ou não falar? E ainda diz que veio para ser minha secretária? Como pensa em lhe dar com o ambiente de trabalho se com algumas palavras já está choramingando?–
A mulher apertou seus punhos contra o corpo tentando conter sua raiva e lágrimas de nervosismo que já beiravam seus olhos por ser tratado com tanta grosseria.
–Mesmo que eu fosse sua secretária, isso não lhe daria o direito de falar comigo nesse tom. Quem o senhor pensa que é para tratar as pessoas dessa maneira com tamanha grosseira e falta de respeito? Um deus? você não é superior a ninguém só porque ocupada essa cadeira e tem dinheiro–

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Rejeitada e traída pelo marido, Acolhida pelo mafioso