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Reencontro em Vez de Início romance Capítulo 7

No final da primavera, o anoitecer sempre chegava rapidamente. Quando Lucinda retornou, o céu já estava escuro.

Ela havia saído com o carro de Valentino, um veículo nada discreto, mas havia vantagens em chamar atenção.

Pelo menos naquela semana, ela vivera com bastante tranquilidade.

Lucinda acabou de chegar embaixo do prédio de seu apartamento, ainda não tinha estacionado quando avistou, sob a luz de um poste não muito distante, um carro parado e, ao lado dele, um homem...

A escuridão da noite dificultava a visão, mas ela conhecia aquele homem bem demais. Bastava um olhar à distância para saber que era ele.

Pedro, que há muito tempo não via.

E ele ainda tinha coragem de procurá-la?

No instante em que ficou absorta em seus pensamentos, o homem percebeu sua presença. Ele levantou os olhos e a encarou, os olhares se cruzaram através do vidro do carro.

Em seguida, o homem caminhou apressadamente em sua direção.

Lucinda apertou com força o volante, observando o rosto familiar de Pedro se aproximar cada vez mais. De imediato, deu marcha à ré, virou o carro e acelerou, indo embora dali.

Ela realmente não queria vê-lo.

Nem desejava conversar com ele.

Lucinda saiu do condomínio, mas pelo retrovisor avistou um carro a perseguindo, com o pisca-alerta ligado, mantendo-se logo atrás dela.

Pedro a perseguia de perto; parecia determinado a encontrá-la naquela noite. Em algumas ocasiões, quase forçou o carro dela a parar.

A habilidade de Lucinda ao volante era apenas razoável. Ouviu a buzina insistente vinda de trás, lançou um olhar ao retrovisor e sentiu a angústia crescer em seu peito.

O sinal verde à frente indicava apenas dois segundos restantes. Ela pisou fundo no acelerador e atravessou rapidamente o cruzamento.

Entretanto, Lucinda não esperava que Pedro avançasse o sinal vermelho.

Com o rosto sério, ela diminuiu a velocidade e fez uma ligação.

O telefone demorou a ser atendido.

Do outro lado, a pessoa não falou nada de imediato. Ela então se apresentou: “Senhor Mendes, aqui é Lucinda.”

“Eu sei.” A voz grave do homem ecoou devagar pelo telefone.

Lucinda respirou fundo, tentando controlar as emoções.

Ela perguntou: “Senhor Mendes, sentiu minha falta?”

Após suas palavras, seguiu-se um silêncio ao telefone.

Após alguns instantes, a voz baixa e fria do homem soou novamente: “Que sentimentalismo.”

Lucinda apertou os lábios, percebendo o tom de ironia em sua voz.

Capítulo 7 1

Capítulo 7 2

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