Logo depois, Sienna foi enviada para Ardenia para trabalhar como garota de programa.
Dizia-se que, ao chegar lá, não suportou a humilhação. Sua dignidade havia sido esmagada, obrigada a atender vários homens por dia, tentou de tudo para fugir mas toda vez, era capturada e arrastada de volta.
Na última tentativa, espancaram-na até a morte.
Nate e Laurett desabaram ao saber o que havia acontecido com ela. O choque foi devastador.
Quando Summer soube, mal reagiu.
Se ainda restava um pingo de compaixão por Sienna, ele morreu no dia em que ela envenenou Pudding.
Depois de algum tempo em recuperação, Summer finalmente recebeu alta do hospital.
Fraser apareceu empurrando uma cadeira de rodas sabe-se lá de onde.
Estava ali, de pé, atrás dela, com as mãos apoiadas casualmente nas alças. O rosto calmo, tranquilo, como se fosse algo normal.
Summer piscou diante da cena.
Aquilo era exagero.
Não era como se ela não pudesse andar só tinha ficado muito abalada e isso desencadeou alguns sintomas da gravidez.
Além do mais, depois de descansar no hospital, já se sentia bem melhor.
Agora, estava com quase seis meses.
A barriga já tinha uma curva bem visível.
Embora seu corpo ainda fosse esguio e gracioso, nem mesmo um vestido preto mais folgado escondia o fato de que ela estava grávida.
Ela tinha se descontrolado emocionalmente naquele dia, e isso causou outro susto.
Nos últimos tempos, acordava com frequência no meio da noite.
Às vezes, as pernas travavam em câimbras dolorosas, outras vezes o bebê chutava sem parar.
E toda vez que ela despertava, antes mesmo de conseguir reagir, o homem ao lado dela já estava em estado de alerta, como se o mundo fosse acabar.
Aquela postura calma e contida? Sumia. Ele começava a correr pelo quarto, em pânico.
Sempre era Summer quem segurava a mão dele e dizia: “Está tudo bem. Estou bem. Fique calmo.”
Só então o homem voltava ao normal, com o rosto retomando alguma compostura.
Summer vinha sentindo de forma cada vez mais clara que ela não estava mais sozinha.
Sua mentalidade começava a mudar.
Ela precisava se responsabilizar pelo bebê e por Fraser.
Levantou da cama e apontou para a cadeira de rodas com uma expressão de desprezo. “Não vou usar isso.”
Fraser largou as alças e deu um passo à frente, envolvendo a cintura dela com o braço. Sua voz era suave e carinhosa. “O médico disse que você não pode andar muito. Vai acabar se cansando.”
Ao ver que ela continuava de cara feia, Fraser se abaixou, passou um braço por debaixo das pernas dela e a ergueu no colo. “Então eu te levo.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Reclamada pelo Sr. Bilionário
Não consigo abrir os capítulos...