“Eu precisaria te contar o quê?”
Summer soltou sem pensar: “Você não vai ter a reunião do consórcio do Grupo Graham amanhã?”
Sob o olhar escuro e penetrante de Fraser, Summer estalou a língua.
“Eu sei que desde o anúncio do casamento, as ações do Grupo Graham caíram um pouco, e alguns acionistas mais velhos já estão tentando te derrubar.”
As sobrancelhas de Fraser se franziram, e a mão que repousava nas costas dela apertou de repente.
“Então você não quer mais se casar?”
“Não, não é isso.”
Só então Fraser afrouxou um pouco o aperto.
Summer fechou os olhos por um instante. “É só… eu me preocupo com você também, sabe?”
Fraser a encarou. Um calor brilhou em seus olhos quando disse, preguiçosamente: “Relaxa. Você acha que eu não sei lidar com um bando de velhinhos? Não esquece que tenho faixa preta de taekwondo. Dez velhos não teriam chance.”
Summer revirou os olhos. “Sério? Estou tentando ter uma conversa séria aqui.”
“Estou falando sério. Você sabe como sou forte.”
Summer ficou sem palavras.
Naquela noite, depois do jantar...
Summer tomou banho e se esticou no sofá.
Ultimamente, havia pego o hábito de ficar meio deitada ali para assistir filmes.
O sofá era curvo, macio como algodão, e toda vez que ela afundava nele parecia estar sendo embalado por uma nuvem. Tão macio. Tão confortável.
Pudding estava enrolado ao lado dela, encostando a cabeça na sua perna, assistindo quieto.
Fraser terminou o trabalho no escritório, abriu a porta do quarto e foi até o sofá. Sentou-se e colocou gentilmente as pernas dela sobre o colo, os dedos se movendo habilidosamente pelas panturrilhas para massageá-las.
Ele tinha lido livros de pré-natal.
Nessa fase, era comum a grávida sentir câimbras.
A massagem ajudava a circulação.
O rosto de Summer suavizou, confortável.
Fraser olhou para a tela da TV.
“Outro filme? Deixa eu adivinhar, sua melhor amiga Yvette de novo?”
“Não”, Summer respondeu. “Esse acabou de sair.”
Ela se lembrou da crítica ácida que ele fez ao último filme da Yvette. Sabia que ele não gostava de filmes românticos.
“Você devia ir tomar banho. Eu assisto sozinha.”
“Vou ficar.”
A noite caiu, e a lua pendia alta no céu. Sua luz prateada derramava-se no quarto, desenhando sombras sonhadoras pelo chão. O ambiente era quente e silencioso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Reclamada pelo Sr. Bilionário
Não consigo abrir os capítulos...