No momento em que a doação de Summer foi anunciada, a energia da sala mudou. Todos começaram a olhar para ela de um jeito diferente.
Elogios caíram como confetes. Ela acenou educadamente, com o olhar vagando devagar, despreocupada em direção a Emelia e Morgan.
As duas estavam rígidas entre um grupo de damas da alta sociedade, com os rostos visivelmente pálidos e tensos.
Morgan revirou os olhos mais de uma vez.
Summer sorriu suavemente, com um tom leve e casual. “A senhora Harper e a filha não parecem muito felizes em me ver.”
Emelia teve que forçar um sorriso.
“Claro que não. Sra. Graham, você está tão saudável e vibrante, é realmente uma bênção vê-la de volta.”
O sorriso de Summer não vacilou. “É mesmo? Depois de ter sido trancada em uma sala fria por um dos funcionários da sua casa, eu diria que é um milagre eu ainda estar respirando.”
Ela falou na lata.
Emelia não esperava que ela fosse tocar nesse assunto e muito menos em público. Seu sorriso congelou, rachando nas bordas.
Houve um murmúrio audível entre a multidão. Cabeças se viraram. Pessoas se inclinaram.
A fofoca é uma linguagem universal, afinal.
Ainda assim, Emelia era veterana. Se recompôs rápido, suavizando o rosto numa gentileza forçada.
“Já nos resolvemos com aquela empregada. Espero que tenha a graça de deixar isso para trás, Sra. Graham. Afinal, a pobre menina está morta. Que ela descanse em paz, não é?”
Que frase bonitinha.
Yvette deu uma risada seca. “Uau, então a vida inútil de uma empregada pesa o mesmo que a da Sra. Graham? Por favor. Esquece a empregada, sua filha Morgan nem está no mesmo patamar.”
A expressão de Morgan mudou na hora. Ela não era como a mãe, não sabia jogar esse jogo.
Quando estava prestes a rebater, Emelia segurou sua mão.
Emelia sorriu doce, a voz suave e afiada como uma arma. “Todos são iguais. E tenho certeza que a Sra. Graham, sendo tão bondosa e generosa, não ia usar seu peso para pressionar ninguém.”
O rosto de Summer continuava calmo, impossível de ler.
Então ela sorriu.
“Tem um ditado”, ela começou: “os empregados só fazem o que lhes ensinam. Não sei se a senhora já ouviu, madame Harper. Mas eu sou do tipo que lembra da bondade e retribui a crueldade na mesma moeda. Não sou boa em fingimentos. Não deixo um grão de areia no meu olho.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Reclamada pelo Sr. Bilionário
Não consigo abrir os capítulos...