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Querido CEO, seu bebê quer te conhecer! romance Capítulo 16

Richard consegue fazer Alice deixar seu carro no estacionamento e ir com ele. Ele dirige sério, prestando atenção na estrada, enquanto ela o observa discretamente. Richard tem os cabelos pretos lisos, que deslizam sob seus dedos, quando passa a mão sobre ele, também tem mãos enormes que, enquanto estão firmes no volante, exibem veias grossas.

“Essas mãos são tão carinhosas” pensa.

— Para onde estamos indo? — pergunta ela, ao perceber estar fantasiando coisas.

— Num lugar que gosto muito.

— Pode ser mais claro, estou curiosa.

— Você verá quando chegarmos — ele responde, sem tirar os olhos do caminho.

Sem questionar, ela faz silêncio por um tempo, mas depois voltar a falar novamente.

— Aliás, parabéns por hoje, você fala muito bem.

— Você gostou?

— Sim, muito! Um dia quero ser uma arquiteta renomada como você — revela.

— Você será — ele sorri.

Alguns minutos após, os dois param em frente a uma grande mansão, com um imenso jardim.

— Quem mora aqui? — pergunta curiosa, enquanto desce do carro.

— Ninguém — ele responde, recebendo um olhar de dúvida. — Esta casa é de minha família, mas eles veem bem pouco aqui — explica.

— Quer dizer que você tem uma mansão na cidade e mesmo assim alugou o apartamento dos meus pais? — diz desacreditada.

— Eu te disse que gosto de lá, ainda mais por ser bem mais perto da empresa que estou trabalhando.

— Você vai abrir um escritório de arquitetura aqui no país?

— Não, só vamos fundir — responde, estendendo a mão para ela o acompanhar.

Os dois andam até uma edícula, que fica nos fundos da mansão. Apesar de ser pequeno, o ambiente é bastante luxuoso, com paredes de mármore e vidro.

— Me espere aqui que já volto — diz ele, andando em direção ao corredor.

Enquanto espera, Alice se senta num dos sofás da sala, observando o ambiente onde havia uma lareira, alguns quadros na parede e um lustre enorme no centro. Estar ali lhe deu um pouco de noção sobre a riqueza de Richard.

— O que achou do lugar? — Richard pergunta ao retornar, com uma garrafa de vinho nas mãos.

— Esse lugar é perfeito — responde.

— Como o clima hoje está agradável, achei que combinaria com um bom vinho, o que acha?

— Esse vinho é produzido por sua família? — questiona Alice, recebendo um olhar confuso. — Eu soube que a sua família tem uma vinícola.

— Ah, é verdade, me esqueci que você leu algumas informações sobre o meu respeito — ele ri. — É verdade, meus pais gostam muito de vinhos, mas esse aqui não é um dos nossos vinhos.

— Compreendo.

Ele coloca a garrafa em cima de uma pequena mesa de centro, anda até a cristaleira e pega duas taças, volta e serve-as.

— Este aqui se trata de um La Romanée Grand Cru, safra de 2011.

— Uau, eu não sei nada sobre vinhos, mas só pelo jeito que você diz, faz parecer que é muito elegante.

— Por que ainda fica nervosa ao meu lado? — a questiona.

— Não é que eu fique nervosa, é que não o conheço direito, por isso fico assim.

A resposta dela o deixa reflexivo.

— Quer que eu vá com mais calma? — pergunta, se ajeitando no sofá. — Não quero assustar você.

— Você não me assusta — diz rapidamente. — Só que tudo isso é novidade para mim — explica. — Te conheci há poucos dias e estamos convivendo mais do que eu imaginava.

— Para mim a intensidade vale mais que o tempo — diz ele.

Alice se lembra da conversa que teve com Laila e sobre ela ter dito algo como aquilo.

— É que eu não entendo o que está acontecendo, Richard. Nos conhecemos por coincidência e agora estamos aqui, tomando vinho.

— Você não queria estar aqui?

— Não é isso que estou tentando dizer… é que você não tem nenhuma obrigação de estar fazendo isso.

— Faço isso porque me sinto à vontade — contesta. — Sua presença é agradável e me deixa confortável, mas se estiver achando que estou sendo muito invasivo, só precisa dizer que não quer.

Ela suspira, ao perceber que os seus sentimentos não estão sendo bem expressos.

— Vou ficar por pouco tempo no país, Alice, queria que nesse pouco tempo tivéssemos uma boa convivência — continua Richard.

— Então é só por isso que me quer por perto? — rebate Alice.

— Por acaso, você quer algo mais?

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