À noite, Lívia experimentou novamente o cogumelo que a tinha feito alucinar da outra vez, o Mão-Azul.
— Pelo visto, aqui eles não dão os talheres aos clientes com antecedência quando se come Mão-Azul. — Disse Lívia, sentada em um banquinho ao ar livre no restaurante de hot pot de cogumelos. Com as mãos disciplinadamente postas no colo, ela olhava fixamente para o vapor que subia da panela, achando aquele costume interessante.
Ao seu lado, Magnus também sorriu.
— Realmente interessante. Imagino quantos clientes curiosos pegaram os talheres antes da hora e acabaram sendo levados para o hospital local, até que essa regra alimentar fosse estabelecida.
Lívia suspirou.
— Ah, essa maldita curiosidade humana. Mesmo sabendo do perigo, não conseguimos resistir à tentação.
— Mas é isso que também torna a humanidade adorável. — Magnus sorriu.
Lívia pensou nas várias pessoas que iam parar no hospital local para ver duendes e também sorriu.
— É verdade.
De repente, os sussurros da mesa ao lado conseguiram chegar aos ouvidos de Lívia, apesar do ambiente barulhento.
— Você viu?
— Caramba! Eu vi! Acho que são mesmo a Mestra e o Sr. Ferreira! Acabei de ver no Twitter que eles se casaram e agora os encontro aqui. Será que estão em lua de mel?
— Ahhh! Que sorte a nossa! Encontrar essas duas grandes personalidades em carne e osso! Eles são ainda mais bonitos pessoalmente!
— Queria tanto pedir um autógrafo para a Mestra!
— Mas eles estão em lua de mel. Não seria rude da nossa parte interrompê-los?
— É verdade. Que pena.
Ao ouvir isso, Lívia se virou para a mesa ao lado.
As duas garotas na outra mesa encontraram o olhar de Lívia e coraram imediatamente, desviando o olhar.
Lívia sorriu e acenou para que se aproximassem.
As duas garotas arregalaram os olhos e, quando se deram conta, correram até ela.
— M-Mestra, olá, somos suas fãs.
Dizendo isso, elas aproveitaram para espiar Magnus ao lado de Lívia.
Nossa! Que homem deslumbrante!
A Mestra estava muito bem servida!
As duas garotas quase pularam de alegria. Desajeitadamente, cada uma pegou seu celular e se aproximou com cuidado de Lívia.
Magnus, ao lado, levantou-se silenciosamente e se afastou.
Depois de tirarem as fotos, as duas garotas voltaram para suas mesas, controlando a euforia enquanto admiravam a sessão de vinte fotos que haviam acabado de fazer.
Se não fosse pela vergonha de atrapalhar a lua de mel da Mestra e do Sr. Ferreira, elas teriam tirado cem fotos.
Depois do hot pot de cogumelos, Lívia e Magnus foram passear pelo centro histórico da cidade.
A cidade histórica estava cheia de turistas jovens e bonitos.
Até os vendedores ambulantes eram variados e estilosos.
Observando os diversos turistas e passantes, Lívia comentou:
— Eu gosto muito da atmosfera desta cidade. Parece muito acolhedora.
— Também acho.
Ao ver uma barraca de leitura da sorte na beira da estrada, Lívia perguntou a Magnus, em tom de brincadeira:
— Quer que leiam nossa sorte?

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